Alerj revoga prisão de deputados acusados de corrupção

A sessão extraordinária encheu o plenário Foto  LG Soares

Em meio a fortes manifestações na Rua Primeiro de Março, no Centro do Rio, os deputados da Assembleia Legislativa (Alerj), aprovaram, nesta sexta-feira (17/11), o projeto de resolução que revoga a prisão e o afastamento do mandato do presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, do deputado Paulo Melo e do líder do Governo, deputado Edson Albertassi, todos do PMDB. O resultado já era previsto por deputados da oposição.

Os três foram presos nessa quinta-feira (16/11), por determinação unanime do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), depois de terem sido denunciados na Operação Caceia Velha, que investiga a corrupção entre parlamentares e empresas de ônibus, com pagamento de propinas.

Mais cedo, por quatro votos a dois e uma abstenção, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, presidida pelo deputado Chiquinho da Mangueira (PODE) deu parecer favorável à relatoria feita pelo integrante do grupo, deputado Milton Rangel (DEM) que cita as Constituições Federal e Estadual, em seus artigos 53 e 102, respectivamente, em que cabe ao parlamento decidir sobre medidas cautelares aplicadas a seus integrantes. “O afastamento do mandato, consequência ou não da prisão, subtrai do povo a atuação dos parlamentares que ele elegeu.”

Após a votação, um funcionário da Alerj foi para Benfica, na zona norte do Rio, com um documento que informava a direção da Cadeia Pública José Frederico Marques, que os três deputados deveriam ser libertados. Os políticos deixaram a prisão por volta das 18h, cerca de uma hora e meia depois do fim da sessão na Assembleia.