Bomba da semana

O sol nasce para toldos. Isso, dizem aqueles que estão perto da Coréia do Norte, aguardando um desfecho trágico, com as constantes notícias de demonstração de fogo do presidente Kim Jong Um. Uma bomba de hidrogênio é hoje o que existe de mais potente em armas de destruição em massa. No mundo de hoje, aqueles países que demonstram mais poder bélico, são os menos atacados diretamente por outros países. Você acha realmente que são desmiolados? Claro que não. A desculpa americana de que o Iraque tinha bombas de destruição em massa, levou os EUA para uma guerra imediata. Devastaram tudo e não encontraram nada. O presidente coreano, mostra fotos, faz teste e nada é feito. Por quê? Porque o verdadeiro motivo não era luta contra a liberdade e sim o avanço do capitalismo na sua forma mais brutal. Saquearam tudo no país, levaram o petróleo e muitos artefatos históricos e misteriosos. Venderam a imagem dos muçulmanos sendo os vilões e terroristas do mundo, através da imprensa e tiveram carta branca para invadir e tomar da maneira como quiseram um país, sem nenhuma condição bélica de defesa. Não suficiente na barbárie, ainda foram acusados (com provas), de tortura desnecessária contra tudo e todos. O que nos resta? O que está em jogo?

A origem sempre é ver como está a economia deste país e como ele vai reagir dentro do mercado. No caso da Coréia do Norte, temos a grande mídia sempre propagando, e todos engolindo goela abaixo, que é um país demoníaco, fechado, sem liberdades, com um presidente louco, pronto para fazer o mal ao mundo. Um jornalista americano foi ao país para tentar entender essa mistificação. O que foi que descobriu? Amenidades como: os coreanos desprezam o imperialismo dos EUA, mas encontrando um americano, a conversa gira em torno de temas culturais ou relacionados a esportes do que de política. Na biblioteca The Grand People’s Study House, localizada em Pyongyang, o CD mais ouvido é o Greatest Hits, dos Beatles, embora Linkin Park também tenha seu espaço. É um povo muito sorridente. As crianças começam a aprender inglês aos 7 anos. Uma cidade muito limpa e moderna, as pessoas são incrivelmente bem vestidas e liberdades de imprensa são respeitadas. Os americanos já foram parceiro comercial do país e chegam mesmo secretamente a fornecer equipamento bélico ao país. O que aconteceu então?

Antes do fim da segunda guerra mundial, os japoneses controlavam toda a Coréia. Com a derrota, os japoneses foram expulsos e entraram o controle dos EUA na Coréia do Sul (do qual todos acham o mocinho) e a Rússia controlou o Norte. Começou desde então, a guerra fria e midiática em torno do controle total do país. Uma pessoa é a figura chave para entender isso. Donald Rumsfeld. Em 2000, ele foi secretário de estado da defesa do governo Bush e diretor da empresa ABB que vendeu reatores nucleares ao regime da norte Coréia. O mesmo Donald Rumsfeld, declarou tempos depois que o país seria considerado do Eixo do mal. Lembram de Bin Laden? Ele era o herói americano. Rico e bem quisto nos EUA, era tido como o guerreiro contra os russos. Negociava armas com os americanos e assim que os interesses mudaram, para pegar petróleo, virou o vilão mais procurado do mundo.

Não que eu queira inverter ou transformar o país envolvido em tormentas internas, num páis modelo. Não é o caso. Todo aquele que subjuga outro país através da força, age da mesma forma como o império Romano ou os Hunos. A diferença hoje, é que nenhuma bomba atômica foi detonada ainda, depois do que os EUA fizeram a Hiroshima, para demonstrar que a partir do fim da guerra, quem mandava no mundo eram os americanos. Desde daquele momento, a Rússia era a única que poderia desbancar essa afirmação. Hoje, temos a participação de pequenos países com o mesmo poder de destruição. Isso preocupa? Claro. Qualquer um que possua esse poder bélico, se torna preocupante. O mais incrível, é a polarização tem sempre o apoio da mídia para definir quem é bom e quem é mal. A loucura de Kim Jong Um é diferente de Trump? Receio que não. Quem vai apertar primeiro o botão? Não temos como saber.

Normalmente desenhar para mim é fácil, pois é só correr o risco. E através dele, venho me posicionando para melhorar a reflexão de todos e tirar a venda midiática dos olhos da população. Sim como n