Campanha Nacional de vacinação contra gripe é prorrogada

A Campanha Nacional de Vacinação foi prorrogada em todo o país até o dia 9 de junho, diante da baixa procura pela vacina nos postos de saúde em todo o país. No Rio, até terça-feira (23/5), menos da metade do público-alvo havia sido imunizado. Apenas dois entre os 92 municípios fluminenses atingiram a meta de vacinar 90% do público-alvo.

Em 32 cidades, a cobertura vacinal informada pelas secretarias municipais de Saúde está abaixo de 40%, o que preocupa as autoridades de saúde pública. Neste ano, em todo o estado, nove casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados por vírus da gripe já foram registrados, com seis mortes.

– Estamos em um momento fundamental para a prevenção. O aumento da circulação do vírus Influenza B vem sendo observado, sendo importante que a nossa população esteja imunizada antes da chegada do inverno e das temperaturas mais baixas. A imunização não é importante apenas para que a própria pessoa se proteja, mas também para sua família e para a sociedade. Na maior parte dos casos, a gripe não apresenta complicações, mas entre os grupos prioritários, pode evoluir para quadros graves, portanto, a prevenção é essencial – reforçou o secretário de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

Meta

A meta do Estado do Rio é vacinar cerca de 4,5 milhões de pessoas que compõem o público-alvo: são grupos prioritários os idosos a partir dos 60 anos, crianças de seis meses a menos de cinco anos de idade, as gestantes, as mulheres com até 45 dias do parto, os trabalhadores da saúde e os indígenas. Além destes, também fazem parte do público-alvo os professores das redes pública e privada, trabalhadores do sistema prisional, adolescentes privados de liberdade e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis.

Alerta para pais e mães

Entre os grupos prioritários, as crianças com idades entre seis meses e cinco anos são que menos foram vacinadas. Apenas 27,2% foram imunizadas. O subsecretário de Vigilância em Saúde da secretaria, Alexandre Chieppe, explica que a vacina contra a gripe disponibilizada nos postos de saúde no Brasil protege contra os três subtipos de gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde: H1N1, Influenza B e H3N2.

Chieppe esclarece ainda que existem diversos tipos de vírus da gripe e eles podem sofrer alterações, por isso, a vacinação se faz necessária todos os anos.

– É uma vacina segura e bastante eficiente. A vacinação é a melhor forma de se proteger contra a doença. A baixa adesão à campanha nos preocupa. É preciso alertar a população para que todos busquem as unidades de saúde para se vacinar – disse o subsecretário.