CATARINA ABDALLA ESTREIA SEU PRIMEIRO MONÓLOGO NO TEATRO DA CAIXA NELSON RODRIGUES

Espetáculo Mulher Invisível tem direção de Amir Haddad e texto de Maria Carmem Barbosa

Mulher Invisível - Catarina Abdalla - Foto de Ricardo Diniz

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 23 de novembro a 17 de dezembro de 2017 (quinta a domingo), sempre às 19h, o espetáculo Mulher Invisível, primeiro monólogo da atriz Catarina Abdalla. A montagem inédita tem direção de Amir Haddad, texto de Maria Carmem Barbosa e dramaturgia de Érida Castelo Branco. O projeto tem patrocínio da Halliburton, MobiVideos, Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

A trama acompanha uma noite de trabalho de Eunice (Abdalla), faxineira de uma loja de artigos masculinos que abre seu sofrido coração para os manequins de plástico que expõem as roupas vendidas no local. Um monólogo existencialista com boas doses de humor, a peça traz à tona questões sensíveis como a invisibilidade dos que, de alguma maneira, são excluídos pela sociedade e a solidão que enfrentam no cotidiano.

Com 36 anos de carreira, Catarina Abdalla conta que sua personagem é uma mulher do povo, muito sofrida, mas com o coração cheio de ideias românticas: “Eunice é uma mulher esquecida, que tenta conversar com o marido e as filhas, mas ninguém a escuta. A solidão é tanta que ela acaba confessando suas alegrias, indignações e tristezas com aqueles ‘moços bonitos’. É assim que ela chama os manequins da loja”, adianta a atriz. “Eunice trabalha fora a madrugada inteira e durante o dia ela faz os serviços de casa. Às vezes, ela encosta um pouco para cochilar e assim vai levando vida nesse lugar invisível. São esses invisíveis que constroem o mundo”, afirma.

A personagem é como milhares de mulheres comuns que vemos no dia a dia. “Tem muitas mulheres brasileiras que conheço que trabalham de manhã, de tarde e de noite e, frequentemente, têm um marido grosseiro e violento. Elas mantêm marido, filhos e casa. Quantas famílias vivem essa situação?”, questiona Amir Haddad, diretor da peça. “Eunice é uma heroína diária, que carrega peso. Não tem a visibilidade de uma senhora da Zona Sul, mas tem a representatividade de todas as mulheres brasileiras”, conclui.

Na montagem, destacam-se o cenário de Fernando Mello da Costa e o figurino, idealizado por Pedro Sayad. A luz é assinada por Aurélio de Simoni e cria a atmosfera intimista, mas capaz de ressaltar a diversidade de momentos e climas propostos pela direção de Amir Haddad.

Sobre a equipe:

Catarina Abdala

Estreou na televisão como a clássica Cuca na série Sítio do Picapau Amarelo,caracterizando e dublando a personagem por cinco anos consecutivos. Sucesso nos anos 1980 com a divertida Ronalda Cristina de Armação Limitada, Catarina participou de telenovelas inesquecíveis como Vereda TropicalA Próxima VítimaA IndomadaO Quinto dos InfernosAgora é Que São Elas, dentre outras. Atualmente está no ar na quinta temporada de Vai que Cola, no Multishow; na novela Senhora do Destino, no Vale a Pena Ver de Novo, da Rede Globo; em Armação Ilimitada, no Viva! e no longa-metragem Quando o galo cantar pela terceira vezes tu renegarás sua mãe, que estreia na mesma data que a peça.

 

Amir Haddad

Considerado um dos maiores encenadores do Brasil e reconhecido internacionalmente ao criar o grupo Tá Na Rua, Amir rompeu a “quarta parede” para abrir um caminho em direção a um teatro vivo, transformando para quem o vive e o faz. Tornou-se referência por seus monólogos de grande sucesso de crítica e público:As Meninas, com Maitê Proença; O Mercador de Veneza, com Maria Padilha; A Alma Imoral, com Clarice Niskier; Antígona, com Andrea Beltrão; O Auto Falante e Os Ignorantes, com Pedro Cardoso. Recebeu diversos prêmios relevantes como Molière, Shell e Bravo.

 

Maria Carmem Barbosa

Filha do humorista, jornalista e compositor Haroldo Barbosa, Maria começou a a trabalhar no rádio em 1970. Na televisão iniciou carreira com Chico Anysio, em Chico City, além de escrever programas como Quarta Nobre e Tele-Tema. Desenvolveu a série Delegacia de mulheres, que representou o Brasil na conferência sobre violência doméstica realizada em Washington, nos Estados Unidos, em 1997. Junto com Miguel Fallabela, criou os programas Sai de Baixo e Toma Lá Dá Cá. Nas novelas, se destacou como autora de Salsa e Merengue e A Lua Me Disse.

 

Ficha técnica:

Elenco: Catarina Abdalla

Texto: Maria Carmem Barbosa

Direção: Amir Haddad

Dramaturgia: Érida Castelo Branco

Assistente de Direção: Érida Castelo Branco

Cenografia: Fernando Mello da Costa

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Pedro Sayad

Coordenação de Produção: Carol Bandeira

Produção: Dyogo Botelho, Flávia Fialho e Paulo Dary

Design: Bruno Garcia e Guilherme Telles

Comunicação: Gabriel Wasserman

Assessoria de Relacionamento: Menna Barreto

Diretor Financeiro: Rodrigo Wodraschka

Idealização e Direção de Produção: Miguel Colker

Patrocínio: Halliburton, MobiVideos, Caixa Econômica Federal e Governo Federal

Serviço:

Mulher Invisível

Duração: 80 min.

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues              

Endereço: Avenida República do Chile, 230, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

(Entrada pela Avenida República do Paraguai).

Informações: (21) 3509-9600/ (21) 3980-3815

Datas: 23 de novembro a 17 de dezembro (quinta a domingo)

Horário: 19h

Ingressos: Plateia: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)/ Balcão: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 
400 lugares (mais 08 para cadeirantes) ​

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Classificação indicativa: ​12 anos

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