Chuvas intensas e calor marcam a chegada do verão

A semana começou com temporais entre o Paraguai, Argentina ( divisa com os estados do Sul do Brasil) e parte do Sudeste associados a formação da convergência de umidade que dará origem à ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). Foram registradas grandes linhas de instabilidades SCM/CCM associadas as baixas pressões da Amazônia, JBN (Jato de Baixos Níveis), causando tempestades severas entre os estados do Centro-Oeste e parte do Sudeste SP. No RJ (21/12), a baixa pressão contribui para tempestade sobre a cidade, acompanhadas de chuva forte, descargas elétricas, vendavais de 100 km/h e queda de granizo.

Muitas divergências quanto a origem para os próximos dias. No natal, na costa de SC, PR e SP, (24/25/12), chance para um centro depressionário de características subtropicais. Modelos GFS, Wind indica área de baixa pressão entre RJ e SC, cavado nos níveis médios associado a convergência de umidade (formação da ZCAS) entre o MS, norte de SC, PR e centro-sul de SP. Deverá provocar chuva localmente forte nestas regiões, e principalmente entre SC e o PR haverão condições favoráveis para acumulados expressivos de chuva de até 150 mm.

O verão começou no dia 21 de dezembro, é o período em que o lado sul do planeta recebe mais luz do sol. É o chamado Solstício de Verão, quando os dias são mais longos que as noites. O final desse período deve ocorrer em 20 de março de 2018, quando ocorrerá o próximo Equinócio ou início do outono no hemisfério sul, enquanto no hemisfério norte marca o início da primavera.

No Brasil, como em outros países, temos o chamado horário de verão. Criado em 1931, com várias alterações e períodos sem vigorar, a partir de 1985, foi adotado sem interrupções nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Esse sistema consiste em adiantar 1 hora nos relógios para melhor aproveitar o solstício de verão, onde os dias são mais longos, economizando energia elétrica e evitando picos de consumo.

GFS-NOAA

Modelos GFS, indicam um centro de baixa pressão (cavado) com 1004 hPa entre o Paraguai e os estados brasileiros do MS, SC, PR e SP, descendo em direção ao mar, que deverá desestabilizar o interior do país e contribuir para temporais muito forte devido as linhas de instabilidades (LI) e nuvens convectivas entre 8 a 15 km de altitude. Não se descarta chances para queda de granizo e vendavais de 100 km/h devido ao calor e umidade.

TSM- INPE – 23/12
Temperatura de Superfície do Mar

ATENÇÃO – CHUVAS – INTENSAS – 24/12

ACUMULADOS DE CHUVAS, riscos potenciais:
Chuva entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia. Risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos de rios, em cidades com tais áreas de risco;

Instruções:
Evite enfrentar o mau tempo.
Observe alteração nas encostas.
Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

TEMPESTADES, riscos potenciais:
Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 Km/h), e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos;

Instruções:
– Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
– Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Aviso de Ressaca Marinha do Brasil:

ÁREA BRAVO
AVISO NR 1437/2017
AVISO DE VENTO FORTE
EMITIDO ÀS 1500 HMG – SEX – 22/DEZ/2017
ÁREA BRAVO AO NORTE DE 26S E OESTE DE 040W
E ÁREA DELTA A OESTE DE 040W
A PARTIR DE 240000 HMG. VENTO NE FORÇA 7 COM RAJADAS.
VÁLIDO ATÉ 241800 HMG.
ESTE AVISO SUBSTITUI O AVISO NR 1431/2017.

AVISO NR 1444/2017
AVISO DE MAR GROSSO
EMITIDO ÀS 1130 HMG – SÁB – 23/DEZ/2017
ÁREA BRAVO A LESTE DE 044W A PARTIR DE 240600 HMG.
ONDAS DE NE/N 3.0/3.5 METROS.
VÁLIDO ATÉ 250000 HMG.
ESTE AVISO SUBSTITUI O AVISO NR 1436/2017.

AVISO NR 1445/2017
AVISO DE MAR GROSSO
EMITIDO ÀS 1130 HMG – SÁB – 23/DEZ/2017
ÁREA BRAVO AO SUL DE 26S A PARTIR DE 250000 HMG.
ONDAS DE SW/SE 3.0/3.5 METROS.
VÁLIDO ATÉ 260000 HMG.

ÁREA CHARLIE
AVISO NR 1440/2017
AVISO DE VENTO FORTE
EMITIDO ÀS 1130 HMG – SÁB – 23/DEZ/2017
ÁREA CHARLIE AO SUL DE 25S A PARTIR DE 241500 HMG.
VENTO SW/SE FORÇA 7 COM RAJADAS.
VÁLIDO ATÉ 250300 HMG.

ÁREA DELTA
AVISO NR 1437/2017
AVISO DE VENTO FORTE
EMITIDO ÀS 1500 HMG – SEX – 22/DEZ/2017
ÁREA BRAVO AO NORTE DE 26S E OESTE DE 040W
E ÁREA DELTA A OESTE DE 040W
A PARTIR DE 240000 HMG. VENTO NE FORÇA 7 COM RAJADAS.
VÁLIDO ATÉ 241800 HMG.
ESTE AVISO SUBSTITUI O AVISO NR 1431/2017.

PS: Existem algumas discordâncias dos modelos GFS,GEM, NAVAGEM, CMC, projeções confirmam a formação da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para os próximos dias, devido a VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis) pela sua posição que deverá  permanecer até o natal, entre os dias (23 e 26/12), adentrando pelo continente.

Predições/Estimativas da semana:

Quinta-feira, (21/12), começou a estação do verão com temperaturas altas e tempestades devido ao cavado de média e alta troposfera, que contribuiu para temporais durante o entardecer e anoitecer, na cidade do RJ, divisa com MG. Vieram acompanhados de chuva forte, descargas elétricas e vendavais de 100 km/h;

Sexta-feira, (22/12), área de baixa pressão (cavado) avançou para o mar na madrugada de quinta-feira, entre SP e RJ. As linhas de instabilidades (LI) se intensificaram sobre os estados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, mantendo o dia totalmente encoberto inclusive na cidade do RJ;

Sábado, (23/12), cavado de média e alta troposfera na costa entre SC, PR e SP pode contribuir para ventos costeiros fortes. A zona de convergência de umidade começa a se intensificar e temporais são possíveis em todo o Sul do Brasil e parte do Sudeste (SP e RJ) devido as nuvens convectivas entre 8 a 12 km de altitude, na região Sul do estado e zona Oeste do Rio. Modelos GFS indicam a formação da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para os próximos dias. Temperaturas acima de 40º graus Celsius no RJ, com sensação térmica de 50º graus;

Domingo, (24/12), área de baixa pressão se intensifica na costa com 1004 hPa. A convergência de umidade avança em direção ao centro depressionário. Modelos GFS e Geop. 500 confirmam a formação nos subtrópicos. Não acreditamos que a Marinha do Brasil vá nomeá-lo. São esperadas chuvas volumosas entre os estados do RS, SC, PR, SP e RJ regiões (Sul do Estado, Costa Verde e Baixada Fluminense) associada à depressão;

Segunda, (25 e 26/12), depressão se intensifica e escoamento de umidade da Amazônia avança para o mar. Chuvas volumosas sobre PR, SC, SP e RJ poderão ocasionar  temporais, acompanhados de descargas elétricas, vendavais de 100 km/h, (nuvens convectivas). De forma isolada, a cidade do RJ poderá receber volumes de chuvas moderadas associadas as linhas de instabilidade (LI);

Terça-feira, (26/12), divergências dos modelos GEM e GFS, a VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis) se configura na altura da Ilha de Marajó. Provavelmente vai formar a ZCAS. São esperadas chuvas volumosas entre os estados do Centro-Oeste, parte do Sul  e Sudeste. A depressão pode se tornar extratropical;

Quarta-feira, (27/12), a frente-fria associada a  baixa pressão no mar e a zona de convergência (ZCAS) trazem chuvas fortes e isoladas entre os estados do Centro-Oeste (MS), parte do Sul do Brasil (PR e SC) e Sudeste (SP, MG e RJ regiões da Costa Verde, Médio Paraíba, Centro Sul Fluminense e Serrana);

PS: As projeções serão revistas a partir do dia (28/12). As atenções voltam-se para nova área de baixa pressão, nos níveis médios da atmosfera, entre SP, RJ, ES e BA para o Reveillon de 2018, podendo ocasionar um “ciclone subtropical” e possivelmente a Marinha do Brasil deverá nomeá-lo em caso de confirmação.

As informações prestadas acima estão sujeitas a atualizações nos próximos dias.

Colaboração do Prof. Douglas V. O. Lessa Paleontólogo do Clima
Fonte de pesquisa: NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), GFS, GEM, NAVAGEM, CMC, INMET, INPE (BRAMS), Windy, Epagri, Tempo.pt e Marinha do Brasil.