Coluna Estante

 

Publicado em 08 de Janeiro de 2017

O admirável mundo novo:

O crítico literário Harold Bloom já disse que um livro se torna um cânone (modelo) quando diferentes gerações descobrem motivos para lê-lo. E assim alguns autores se perpetuam, basta citar como exemplo o bardo Shakespeare, o espanhol Cervantes e o britânico Aldous Huxley, que em 1932 publicou o livro “O admirável mundo novo” denunciando e alertando para os aspectos desumanizadores do progresso material e científico. A história narra a vida, num futuro hipotético, de uma sociedade que se organiza por castas e na qual os seres humanos são precondicionados psicológica e biologicamente a viverem dentro de regras sociais e da lei. Aldous não é autor de um sucesso apenas. Seus livros “Ronda grotesca”, “Contraponto” e “Folhas Inúteis” narram de maneira espirituosa e implacável o padecimento, o dissabor, a aflição e a insatisfação da sociedade do século XX. Huxley também escreveu, em 1959, um ensaio chamado “Retorno ao admirável mundo novo” onde ele demostra que muitas dasprofecias do seu romance da década de 30 estavam se realizando graças ao progresso científico e à manipulação da vontade dos humanos. No início do século XXI, as mesmas aflições estão presentes, e o livro “O admirável mundo novo” continua sendo lido por diferentes gerações. Você poderá encontrar esta obra publicada por várias editoras como Biblioteca Azul, Globo e Itatiaia Editora.


 

O pequeno príncipe (Editora Agir):

Há obras que foram feitas para crianças, mas também os adultos se veem atingidos nos seus corações e mentes. O livro “O pequeno príncipe” é um exemplo disso. Mesmo quem nunca leu a obra conhece a famosa frase dita pela Raposa ao protagonista: “Você se torna responsável pelo que cativa”. Ou ainda: “Só se vê com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. A história, escrita por Antoine de Saint-Exupéry e publicada em 1943, pode parecer simplista a um primeiro olhar, mas há um sofisticado monólogo interior do ‘eu’ ao ‘outro’. Ele utiliza imagens simbólicas para tratar sobre assuntos como separação, sonhos e decepções, envolvendo personagens como a rosa com seu orgulho exagerado, o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, o adulto solitário e a serpente.

A história traz uma reflexão de como, na vida adulta, cheia de responsabilidades e correria diária pelo pão, acabamos nos esquecendo da criança que fomos e que ainda carregamos na alma.


Introdução à economia solidária (Editora: Fundação Perseu Abramo):

O economista e professor universitário Paul Singer mostra nessa obra que para se ter uma sociedade mais justa e igualitária é necessário que se predomine a igualdade e a solidariedade entre seus membros; é preciso que a economia seja solidária em vez de competitiva. Os cidadãos que participam da atividade econômica devem cooperar entre si. Singer expõe os princípios da economia solidária e defende a ideia de que ela poderá ser uma alternativa superior ao capitalismo por proporcionar às pessoas uma vida melhor, com solidariedade e igualdade. A primeira edição dessa obra ocorreu em 2002.

Singer é autor de mais de 20 livros, entre eles: “Para entender o mundo financeiro”, “O Brasil na crise: perigos e oportunidades”, “Globalização e desemprego: diagnósticos e alternativas”, “Uma utopia militante”, “Repensando o socialismo”, “O que é economia”, “Guia da inflação para o povo”, “O que é socialismo hoje”, “Curso dei ntrodução à economia política”, “Dinâmica populacional e desenvolvimento” e “Desenvolvimento econômico e evolução urbana”, entre outros.

 

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Carla Giffoni: Jornalista, escritora e roteirista.
Atuando há 20 anos como jornalista nas Editorias dePolítica, Polícia, Economia, Cultura e Cidades, em revistas, jornais, sites e emissora de TV, entre eles:
Tribuna da Imprensa, Revista Menorah, repórter do Portal de Notícias SolidáRio, TV Bandeirantes (BM), jornal A voz da Cidade, Rádio do Comércio. Colaboradora do roteirista José Carvalho no filme “Vidas partidas”; colaboradora do roteirista Doc Comparato para o projeto “Peritos da Verdade”. Pós-graduada em Jornalismo Cultural e em Roteiro para Cinema e TV (UVA); graduada em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo – e
também em Letras/Formação de Escritor (PUC-RJ).

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