Depressão subtropical entre o Sul e Sudeste do Brasil até domingo

Na última quinta-feira (11/01), a atuação de áreas de instabilidade provocaram pancadas de chuva em grande parte do país. As maiores instabilidades ocorreram em SC,  PR, sul e oeste de SP e no MS.  O fim de semana começa com temperaturas altas e temporais entre os estados do Centro-Oeste e Sudeste, associados a formação da zona de convergência, a ZCOU (Zona de Convergência de Umidade), e uma área de baixa pressão (cavado) com 1008 hPa na costa do PR e RJ que poderão ocasionar  tempestades sempre no período da tarde para o anoitecer.

As projeções indicam chuvas intensas sobre parte do Uruguai divisa com o Sul do Brasil, Centro-Oeste e Sudeste com a ZCOU (Zona de Convergência de Umidade). Entre os dias 12 a 15/01, gradualmente, os volumes aumentarão e riscos de enchentes e deslizamentos de terra. Poderá chover forte também na divisa dos estados de SC e PR devido a área de baixa pressão de características subtropicais e a formação da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para os próximos dias.

No Fim de semana, as condições atmosféricas deverão ser totalmente severas entre os estados do Sul do Brasil e Sudeste, devido a formação de novo cavado de média e alta troposfera com 1000 hPa. Por divergências dos modelos GFS, existe chance para que a baixa pressão seja de características subtropicais. Os modelos divergem quanto a origem. Em caso de confirmação, o Centro Hidrográfico da Marinha do Brasil (CHM), poderá fazer alguma menção.

TSM-INPE

Anomalia no Atlântico 48 horas

CHUVAS INTENSAS até (18/01)

ASAS (Alta Subtropical do Atlântico Sul) com 1024 hPa se intensifica gradualmente e alta pressão Andina com 1023 hPa contribuíram para onda de calor entre o norte da Argentina, sul do Paraguai e parte do Uruguai. Para a próxima semana o calor persistirá incluindo o Sul e Sudeste do Brasil.

Figura ilustrada abaixo para (15/01).


Linhas de instabilidades (LI) entre os estados do Sul e Sudeste do Brasil, nuvens convectivas, SCM (Sistema Convectivo Mesoescala) ou CCM (Complexo Convectivo Mesoescala) podem ocasionar  em tempestades severas, acompanhadas de chuva forte de 30 à 100 mm/h, descargas elétricas, vendavais de 100 km/h e queda de granizo. Cumulonimbus de grande crescimento vertical, podem provocar tornados.

INMET até (15/01)

ATENÇÃO- CHUVAS INTENSAS

SUL DO BRASIL:
Área afetada para 112 municípios de SC: Planalto Norte Catarinense, Oeste Catarinense, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Planalto Sul Catarinense, Litoral Sul Catarinense, Meio-Oeste Catarinense;

Área afetada para 1074 municípios do PR e SC:
Planalto Norte Catarinense, Campanha, Metropolitana de Curitiba, Oeste Catarinense, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Planalto Sul Catarinense, Litoral Sul Catarinense, Depressão Central, Encosta Inferior do Nordeste, Encosta Superior do Nordeste, Campos De Cima da Serra, Planalto Médio, Missões, Alto Uruguai, Central Paranaense, Litoral Paranaense, Norte Paranaense, Oeste Paranaense, Sudoeste Paranaense, Sul Paranaense, Litoral Gaúcho, Meio-Oeste Catarinense, Litoral Norte Catarinense;

Área afetada para 1036 municípios de SC, RS e PR:
Planalto Norte Catarinense, Metropolitana de Curitiba, Oeste Catarinense, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Planalto Sul Catarinense, Litoral Sul Catarinense, Depressão Central, Encosta Inferior do Nordeste, Encosta Superior do Nordeste, Campos de Cima da Serra, Planalto Médio, Missões, Alto Uruguai, Central Paranaense, Litoral Paranaense, Norte Paranaense, Oeste Paranaense, Sudoeste Paranaense, Sul Paranaense, Litoral Gaúcho, Meio-Oeste Catarinense, Litoral Norte Catarinense;

SUDESTE DO BRASIL:

Área afetada para 28 municípios do RJ:
Costa Verde, Metropolitana do Rio de Janeiro, Médio Paraíba, Centro Sul Fluminense;

Área afetada para 39 municípios de SP (litoral):
Vale do Paraíba/Litoral Norte, Metropolitana de São Paulo, Litoral Sul/Baixada Santista/Vale do Ribeira;

Área afetada para 246 municípios de SP e MS:
Leste Sul-Mato-Grossense, Bauru/Araraquara/Piracicaba, Araçatuba/São José do Rio Preto, Presidente Prudente/Marília/Assis, Sul e Sudoeste Sul-Mato-Grossense, Pantanal Sul-Mato-Grossense, Centro Norte Sul-Mato-Grossense;

ACUMULADOS DE CHUVAS, risco potenciais:

Chuva entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia. Risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos de rios, em cidades com tais áreas de risco;

Instruções:

Evite enfrentar o mau tempo.
Observe alteração nas encostas.
Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

TEMPESTADES, Riscos Potenciais:
Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 Km/h), e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos;

Instruções:
– Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
– Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Predições/Estimativas da Semana:

Quinta-feira, (11/01), o canal de umidade (ZCOU) contribuiu desde SC, PR até parte do Centro-Oeste e Região Norte em um cavado nos níveis mais altos da atmosfera sobre a Região sul do país. A maior instabilidade ficou concentrada entre SC, PR, MS e SP. No leste de SC, ocorreram acumulados significativos de chuvas;

Sexta-feira, (12/01), novo cavado com 1008 hPa na costa do PR e RJ pode contribuir para chuvas volumosas no período da tarde e anoitecer, que poderão vir acompanhadas de chuvas fortes, descargas elétricas, vendavais de 100 km/h e queda de granizo associado ao calor e umidade. Tempestades severas podem ocorrer associadas ao resquício da ZCOU (Zona de Convergência de Umidade). Há chance para formação de tornados devido as nuvens convectivas (Cumulonimbus) de grande crescimento vertical;

=== ATENÇÃO ===

Sábado, (13 e 14/01), os modelos indicam a formação de um sistema de baixa pressão de características subtropicais. Este sistema deve contribuir para instabilizar o tempo, principalmente, a partir da tarde em pontos do PR, SC, norte e nordeste do RS, Centro-Oeste (MT e MS), bem como no Sudeste. O Uruguai será afetados com chuvas volumosas associadas a formação da depressão subtropical.  A tendência é que o sistema de baixa pressão atue sobre o Atlântico, próximo ao Sul do país, o que deverá manter a instabilidade no centro-sul do Brasil. A Região do Vale do Paraíba nos Estados de SP e  RJ se encontrarão sob a influência do cavado na costa. Nestas áreas a instabilidade deverá ocorrer de forma mais isolada. Há chance para formação de tornados devido as nuvens convectivas (Cumulonimbus) de grande crescimento vertical;

PS: O cavado visto em nível médio de altitude manterá um canal de umidade dividido em duas bandas, resquício da ZCOU, em parte do centro-sul do Brasil,  principalmente entre o MS, SC, PR, SP e RJ, com lento deslocamento para nordeste. Ressalta-se que,  pelo menos nesta sexta-feira e sábado (12 e 13/01), as pancadas de chuva no leste de SC serão gradativas, porém os volumes diminuirão e a chuva virá acompanhada de raios.  Este cavado deverá persistir pelo menos até o domingo.

No domingo, (14/01) e na segunda-feira (15/01),  a depressão subtropical com 1000 hPa (modelos GFS), indica que ventos costeiros são possíveis, alinhados à convergência de umidade. Novo episódio da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para boa parte da Região Sul do Brasil divisa com Uruguai intensificando gradativamente para os próximos dias. A atuação desta depressão (área de circulação ciclônica em baixos níveis) sobre toda a Região Sul, reforçará a zona de convergência. Há chance para formação de tornados devido as nuvens convectivas (Cumulonimbus) de grande crescimento vertical;

Segunda-feira, (15/01), por divergências dos modelos GFS e CMC, a área de baixa pressão de características subtropicais com 1001/03 hPa se alinhará com o continente que trarão temporais fortes que poderão vir acompanhados de descargas elétricas, vendavais de 100 km/h e queda de granizo. Chance de chuvas volumosas para todo o Uruguai, divisa com o RS, SC e PR, além do Centro-Oeste e parte do Sudeste. As projeções indicam que a (zona de convergência) poderá causar chuvas volumosas também no interior de GO, MT e DF. Há chance para formação de tornados devido as nuvens convectivas (Cumulonimbus) de grande crescimento vertical;

Terça-feira (16/01), são possíveis chuvas pontuais sobre o RJ (nas regiões Serrana, dos Lagos e norte), MG e ES, devido a formação de um centro depressionário de características subtropicais. Divergências dos modelos. Nas demais regiões, o sol deverá estar mais atuante;

Quarta-feira, (17/01), chance para a formação da ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). A VCAN (Vórtice Ciclônico Altos Níveis) volta a se intensificar e adentra no continente, contribuindo em temporais localizados entre os estados de SC, PR, SP, MS, MT e o Paraguai devido ao escoamento da amazônia (JBN).

Modelos GFS, GEM, NAVAGEM indicam que a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) se intensifica em grandes acumulados entre SC, PR, SP, MG e RJ ( Costa Verde, Serrana e norte Fluminense, sendo  menor  a chance para a capital do estado).

Quinta-feira, (18/01), centro depressionário avança para o alto mar e a umidade da Amazônia (ZCAS), poderá causar temporais entre os países vizinhos Paraguai, Argentina divisa como o RS, SC, PR e SP. Podem vir acompanhadas de chuva forte, descargas elétricas, vendavais e queda de granizo associado ao calor e umidade.

Sexta-feira, (19/01), frente estacionária subtropical poderá ocasionar em temporais de forma generalizada entre os estados do Sul e Sudeste do Brasil. Nova área de baixa pressão cavado poderá causar chuva forte, descargas elétricas, vendavais e queda de granizo associado ao calor e umidade.

PS: Modelos GFS indicam ainda a formação de outra área de baixa pressão de características subtropicais entre PR, SP e RJ(subtrópicos). Por divergências dos modelos GFS, ECMWF e CMC devemos aguardar novas estimativas.

As informações prestadas acima estão sujeitas a atualizações nos próximos dias.

Colaboração do Prof. Douglas V. O. Lessa Paleontólogo do Clima
Fonte de pesquisa: NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), GFS, GEM, NAVAGEM, CMC, INMET, INPE (BRAMS), Epagri, Windy, Tempo.pt e Marinha do Brasil.

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