É preciso exigir que o Herói da humanidade Assange seja solto

Mário Augusto Jakobskind - Arte Rafael Sarrasqueiro
Julian Assange há quase cinco anos nas dependências da representação diplomática do Equador em Londres teve ação, aberta há sete anos por acusação inventada de estupro, encerrada pela Promotoria da Suécia.
Foi sem dúvida uma vitória que finalmente chegou e deveria ter acontecido há muito mais tempo. Mas agora, o governo da Primeira-Ministra Theresa May, do Reino Unido, notoriamente capacho dos Estados Unidos, já avisou que se ele sair da representação diplomática do Equador será preso. O objetivo da prisão é possivelmente extraditá-lo para o país que não perdoa o editor do site Wikileaks, que a humanidade considera herói, por ele ter divulgado informações preciosas relatadas pela figura também heroica do ex-agente de inteligência norte-americano, Edward Snowden, que segue asilado em Moscou.
Graças à dupla corajosa e heroica, o mundo tomou conhecimento de inúmeras ações nefastas dos serviços de inteligência estadunidenses. No caso do Brasil ocorreram graves denúncias, uma delas sobre o procedimento, em 2006, do então deputado Michel Temer, do PMDB, hoje presidente em possível véspera de queda, de que era informante da Embaixada norte-americana.
É preciso neste momento que a população mundial e governos se mobilizem e exijam que a Primeira-Ministra Theresa May autorize imediatamente a saída de Assange da Embaixada equatoriana e permita que ele viaje para o Equador ou Venezuela, dois países que concederam asilo para o herói da humanidade Julian Assange.
Em isso acontecendo, a Justiça predominará e o mundo provavelmente será informado de novas barbaridades que os serviços de inteligência norte-americanos continuam cometendo.
Quanto ao governo do Reino Unido, o aviso neste momento de que se ele sair da Embaixada do Equador em Londres será preso, simplesmente confirma que a Primeira Ministra Theresa May não passa também de uma serviçal do Departamento de Estado norte-americano e que quer agora ajudar o Presidente Donald Trump.
Quanto ao Brasil, Assange sendo libertado é o caso de se exigir que os meios de comunicação voltem a divulgar a informação sobre os serviços de espionagem prestados por Temer ao governo norte-americano e até seja feita uma entrevista com o herói da humanidade para que ele possa dar mais detalhes sobre a grave denúncia contra o agora Presidente descartado até pelo esquema Globo.
Como Temer está na bola sete em função das denúncias do proprietário da JBS, Joesley Batista, a insistência sobre o procedimento do então deputado em 2016 em favor dos Estados Unidos ajudará a opinião pública brasileira a conhecer ainda mais o perfil do político que assumiu a Presidência da República através de um golpe parlamentar, midiático e judicial.
É isso, aguarda-se com grande expectativa se o governo do Reino Unido volta atrás na decisão de prender Assange e o autorize a viajar. Se isso acontecer, o mundo respirará aliviado e comemorará o fato de a Justiça ter sido feita, mesmo com atraso. E a própria Theresa May poderá ser poupada da pecha de serviçal que a acompanha. Se isso acontecer como se espera não significará que ela deixou de ser uma serviçal de Washington, mas simplesmente que teve de ceder às pressões.