Empresa de biotecnologia estudará os centenários de Sardenha

Uma companhia de biotecnologia do Reino Unido espera estudar os dados genéticos dos residentes de uma parte isolada da ilha italiana de Sardenha, conhecida por ter um número extremamente grande de pessoas que vivem mais de 100 anos.

A empresa biotecnológica Tiziana Life Sciences conseguiu superar a última barreira legal para receber acesso aos dados genéticos de quase 13.000 residentes da ilha. A companhia comprou a empresa Shardna SpA, especializada na investigação genômica, por 290 milhões de dólares (R$ 942 milhões).

O obstáculo principal era o pedido apresentado pela Autoridade de Proteção de Dados italiana que obrigava a companhia britânica a obter a permissão de todos os habitantes na base de dados. No entanto, o juiz local rejeitou a proposta das autoridades.

“Este é um momento decisivo”, disse Gabriele Cerrone, fundadora da Tiziana Life Sciences. O possível “tesouro escondido” no genoma poderá ajudar a desenvolver novos tratamentos e terapias contra o envelhecimento, disse.

Os habitantes da Sardenha são conhecidos por sua vida longa — a probabilidade de chegar a 100 anos é aproximadamente cinco vezes maior do que nos EUA. Mas, além da longevidade, do ponta de vista genético apresenta interesse a prevalência de calvície, esclerose múltipla e “olho seco”, que ocorre quando as pessoas não podem produzir lágrimas suficientes, de acordo com Cerrone.

Usando os dados da Sardenha, a Tiziana não procura “criar uma pílula mágica para a longevidade”, bem como saber mais sobre os fatores que contribuem para uma vida mais longa, afirma a diretora da empresa, especializada em câncer e doenças imunológicas.

 

Fonte: Sputnik