Encontrado um dos exoplanetas mais quentes do universo

Um grupo de astrônomos encontrou na constelação de Cygnus um exoplaneta muito estranho, conhecido como KELT-9b. O lado do exoplaneta que é iluminado por uma estrela muito próxima é tão incandescente que na verdade é mais quente do que superfície de muitas estrelas, diz o artigo publicado na revista Nature.

“A radiação ultravioleta, emitida pela estrela, é tão grande que o planeta pode ser evaporado”, escreva Keivan Stassun, pesquisador da Universidade Vanderbilt (Tennessee, EUA) no artigo publicado na revista Nature.

Júpiteres quentes

Os astrônomos chamam gigantes gasosos de “júpiteres quentes”, pois são afastados de suas estrelas a uma distância entre 2,2 e 75 milhões de quilômetros. Consequentemente, as atmosferas dos planetas em questão alcançam temperaturas infernais de 700 a 1000 graus Celsius e, às vezes, até mais.

Eles são muito fáceis de serem descobertos e compõem grande parte dos exoplanetas conhecidos.  Ao analisar os processos que ocorrem nesses planetas, os cientistas encontraram matérias muito exóticas em sua composição, tais como nuvens de chumbo e de vidro que são compostas por metais e rochas vaporizadas, enquanto sua atmosfera possui chuvas de rubi e safira.

Planetólogos encontraram mais um exoplaneta quente. O KELT-9b, um dos mais luminosos e quentes exoplanetas, foi descoberto, assim como muitos outros, graças às variações de luzes causadas por um planeta no momento em que ele passa em transita diante da sua estrela hospedeira, com o auxílio do telescópio KELT-Norte, do Observatório Winer, no estado norte-americano do Arizona.

O Sol mais quente

Esse planeta está localizado extremamente perto da sua estrela. Um ano no exoplaneta longínquo equivale a um dia e meio terrestre. Sendo assim, dá para imaginar as temperaturas infernais que reinam em sua atmosfera.

Em particular, seu lado “solar” alcança os 4.326 graus Celsius, sendo, assim, muito mais quente do que a maioria das estrelas. Em relação ao Sol, o exoplaneta é mais frio em 926 graus Celsius.

O calor e a radiação fazem com que os átomos da atmosfera vibrem tanto que é impossível que se unam para formar água ou qualquer outra molécula com a qual possa ser possível construir uma química minimamente habitável.

Com os atuais níveis de radiação ultravioleta, o planeta poderia morrer nos próximos 200 milhões de anos, quando a estrela consumirá todo o hidrogênio contido e iniciará um processo de envelhecimento e morte, que triplicará seu tamanho. Se ainda restar algo do planeta, é possível que seja engolido, causando uma grande explosão de luz, explica o estudo.

Fonte: Sputnik