Encontro no Rio discute formas de combater a hanseníase

Termina nesta quarta-feira, no Rio, o encontro de alguns dos maiores especialistas nacionais e internacionais em hanseníanse. O objetivo é discutir estratégias para detectar e interromper a transmissão global da doença. O colóquio começou nesta terça-feira. Promovido pela Fundação Osvaldo Cruz, em parceria com a Fundação Novartis, o evento avalia a situação atual e discute estratégias inovadoras nas áreas de diagnóstico e prevenção, que podem contribuir para o sucesso no enfrentamento do agravo.

Uma das enfermidades mais antigas conhecidas pela humanidade, a hanseníase é classificada como doença negligenciada e permanece como um importante problema de Saúde Pública no século 21. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),foram registrados cerca de 212 mil novos casos em 2015. O Brasil é o segundo país do mundo com o maior registro de casos, com cerca de 30 mil a cada ano, ficando atrás apenas da Índia.

“A última diretriz da OMS, publicada no ano passado, tem o título Aceleração rumo a um mundo sem hanseníase e traz metas claras como o fim dos casos em crianças e dos casos diagnosticados com deformidades até 2020. Nesse encontro, teremos a presença de pesquisadores, gestores e representantes da sociedade civil para discutir as estratégias e as ferramentas disponíveis e em desenvolvimento para avançar no combate à doença”, afirma o pesquisador Milton Ozório Moraes, chefe do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e um dos organizadores do simpósio Estratégias para Detectar e Interromper a Transmissão Global da Hanseníase.

Entre os palestrantes internacionais, estão presentes Stewart Cole, pesquisador da Escola Politécnica Federal de Lausane, na Suíça, que realizou o primeiro sequenciamento genético do Mycobacterium leprae, e Steve Reed, presidente do Instituto de Pesquisa em Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos, que está à frente do projeto para desenvolvimento de uma vacina contra a hanseníase. A programação conta ainda com a participação de Carmelita Filha, coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, que vai apresentar a situação do combate ao agravo no Brasil. Além de Milton Ozório Moraes, participam do evento os pesquisadores brasileiros Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, e Patrícia Sammarco Rosa, pesquisadora do Instituto Lauro de Souza Lima, em São Paulo.

Fonte: Fiocurzhanseníase