Paraíso do Tuiuti presta assistência às vítimas de acidente no sambódromo

A Fotojornalista na Avenida minutos antes do acidente.Foto: Cacau Fernandes

Por Alana Gandra/EBC

Publicado em 28 de Fevereiro de 2017

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, cujo carro alegórico provocou acidente ontem à noite (26) na Marquês de Sapucaí, ferindo cerca de 20 pessoas, três delas em estado preocupante, está prestando assistência às vítimas. A escola abriu o desfile do Grupo Especial, no Sambódromo do Rio de Janeiro.

 O diretor de Carnaval da escola, Leandro Azevedo, visitou na tarde de hoje (27) duas pacientes que se encontram no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, onde transmitiu o compromisso da escola de arcar com os custos da recuperação no pós-operatório e da fisioterapia, informou a assessoria de imprensa da agremiação. 

Segundo a escola, foi uma fatalidade o que ocorreu. A agremiação informou que outros acidentes já ocorreram no local, mas sem vítimas. De acordo com a Paraíso do Tuiuti, os carros alegóricos pesam toneladas e estão sujeitos a alguma falha humana ou mecânica. “A escola tem que correr atrás do prejuízo dela e ajudar as pessoas”, disse a assessoria.

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Carnaval - Médicos prestaram atendimento aos feridos ainda no Sambódromo.Foto: Cacau Fernandes
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Cacau Fernandes, vítima do acidente, nega assistência.

Através de uma carta enviada ao Portal SolidáRio Notícias, a fotojornalista Cacau Fernandes nega assistência e diz que foi atendia de forma precária no Hospital Miguel Couto. Leia a carta abaixo:

“Eu, Cacau Fernandes, vitimada por um carro alegórico na Marquês de Sapucaí, venho informar que não é verdade que a agremiação Paraíso do Tuiuti e a liga das escolas de samba (liesa) tenham emprestado apoio como está sendo divulgado, ao contrário, fui precariamente atendida no Hospital Miguel Couto. Nada além disto.

 É muito triste tudo que aconteceu e repudio as declarações feitas do Tuiti. Fiquei até às 5 da manhã no hospital. Um filme de horrores. Lúcia chegou logo após da meia noite, transferida do Souza Aguiar. Ela não recebeu assistência alguma, assim como todos nós. 

Teve momentos em que empurravam a maca dela é batiam até a perna machucada na parede, e ela urrava de dor. Triste demais!! Ela ia fazer a cirurgia e o médico disse que provavelmente ela perderia a perna. A única ajuda que recebemos foi dá Anassilvia Bortoluzzi. Essa não tem nada haver a nenhum orgão responsável, não é do Tuiti, ela é simplesmente uma amiga e amante dos seres humanos. Acariciou todos nós. Conversou com cada um de nós.”