Estado argentino segue matando, desta vez um jovem mapuche

Mário Augusto Jakobskind - Arte Rafael Sarrasqueiro

Como se não bastasse o assassinato do defensor dos mapuches Santiago Maldonado, o povo argentino chora e agora está realizando manifestações de protesto contra mais uma norte de responsabilidade do Estado. Desta vez  a vítima foi o joven mapuche de 22 anos Rafael Nahuel. Ele protestava contra as violências rotineiras cometidas pelo Estado argentino, inclusive o desalojamento ordenado pelo Juiz Rafael Villanueva ao seu povo e foi atingido pelo disparo criminoso dos agentes da repressão.

Os argentinos, segundo informações até agora só divulgadas por espaços alternativos, exigem neste momento a punição imediata dos responsáveis pelo assassinato do jovem nas proximidades do Lago Mascardi, o local onde o povo originário mapuche tinha sido desalojado na última quinta-feira (23).

Os manifestantes responsabilizam o governo de Maurício Macri  pela violência e exigem o imediato julgamento dos assassinos de Rafael Nahuel. Em nota lida durante manifestação na Praça de Maio relizada no último domingo (26) se afirma, entre outras coisas, que  o jovem mapuche foi assassinado por agentes policiais da Prefeitura.

Os manifestantes exigem também a abertura de um julgamento político contra o Juiz Gustavo Villanueva, responsável pela ordem de despejo dos mapuches do local onde viviam.

Além do assassinato, a repressão promovida pelo Estado argentino é responsável também por ferimentos em manifestantes que se encontram internados no hospital da região.  Os mapuches denunciam ainda que as forças de segurança prenderam manifestantes, mas o fato vem sendo escondido pelas autoridades.

O que se exige agora é que os responsáveis pela violência não sigam impunes, como tem acontecido em outras ocasiões quando violências do gênero são cometidas. Por isso, quanto mais o fato for divulgado, seja na própria Argentina ou mesmo no exterior, maiores são as possibilidades de os criminosos serem punidos. É o que esperam, não só os mapuches como também os integrantes de movimentos que defendem os direitos humanos, seja na Argentina ou onde quer que estejam presentes.

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