Eu, Robô?

Meu amigo jornalista, companheiro de trabalho do saudoso Jornal do Brasil, João Erthal, escreveu um post curtinho e muito interessante e peço licença para desenvolver um pouco mais sobre o assunto, pois também fiquei muito intrigado sobre o assunto recorrente:

Prove que você não é um robô.

Ultimamente, alguns sites exibem essa frase, onde para continuar o acesso, precisa provar que você não é um robô. Como assim? Prove você primeiro! Vejam bem: é um robô mandando você provar que NÃO É UM ROBÔ. Geralmente um poste mijado de cachorro, Carros desfocados ou placas que você tem que colocar exatamente todos os cantos.

Montanhas Placas de ruas Carros Rios Não sou um robô!

Sabemos que é uma maneira de evitar spams. Antes, tínhamos apenas que ser sagazes ao identificar o que estava escrito em fotos desfocadas e reproduzir. E antes era pior, não sei se lembram, mas o texto ficava no meio de rabiscos, muito pior de visualizar e geralmente se errava mais…

Prove que você não é um robô.

A frase é difícil de digerir. Estamos cada vez mais adentrando aos meandros da inteligência artificial. É um passo importante para a humanidade, no sentido de viajar pelo universo atrás de um outro planeta para a humanidade se desenvolver, trabalhar para os humanos e fazer atividades mais complexos. Mas ao mesmo tempo que vislumbramos grandes avanços para nossa sociedade, nos remete aos nossos maiores medos: O robô se voltar contra nós, como no livro de Isaac Asimov, passando por cima das leis fundamentais de sua programação.

Ou pior, a Skynet se revoltar e criar condições de luta para eliminar a raça humana. E se não existir no futuro um John Connor? Existiu um super-ataque mundial na rede no final de semana que abateu grandes empresas pelo mundo todo ao mesmo tempo. Está certo que foi orquestrada por grandes hackers, mas até quando a inteligência artificial não será melhor que nós nesse aspecto? Será que estamos longe dessa realidade?

Maior ataque cibernético da história afetou mais de 200.000 vítimas em 150 países. O mundo virou um episódio de The Good Wife. Foram efeitos que ainda estão sendo diagnosticados, algumas pessoas ainda serão atacadas pelo vírus, mas já deu para perceber mudanças na bolsa elevando os valores das empresas digitais. Podemos minimizar esse medo? É vigilância contínua? Não existe nenhuma garantia de segurança total e se formos pensar que muito em breve a auto reprodução automática de sistemas será algo corriqueiro, ai meu amigo, Houston we have a problem.

Prove que você não é um robô.

Quando passa as 20 páginas de um termo de uso, onde duvido que algum ser humano gaste um tempo lendo ponto por ponto, ninguém me pergunta se sou um robô quando clico em CONCORDO. – Coisa que só um robô faria com essa rapidez. Ahrrá! Xeque mate!

Belchior cantava em “Velha Roupa Colorida” que o passado é uma roupa que não nos serve mais…Talvez seja o cuidado com as palavras não importa aos mais novos, ou até trabalhar sem desconfiança de nada uma virtude da juventude, mas sempre vou questionar e ficar atento aos passos que a humanidade está dando, afinal muitos são Sensíveis como um robô, mas eu sei a diferença entre vida e viver…