Exposição em Mesquita marca o Dia da Mulher Negra

Em 25 de julho, é celebrado o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, é também Dia de Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou rainha, resistindo bravamente à escravidão por duas décadas. Para celebrar a data, a Secretaria Municipal de Assistência Social de Mesquita vai receber, nesta terça-feira, a exposição “A Importância da Mulher Negra no Mundo”, com peças do Instituto de Pesquisa Afro Cultural Odé Gbomi, de Nova Iguaçu. O acervo conta com itens que valorizam as mulheres do Egito, da África, no comércio, na fitoterapia, música, além de yabás e mães ancestrais, entre outras.

 A exposição acontecerá na própria sede da prefeitura de Mesquita, localizada na Rua Arthur de Oliveira Vecchi 120, no Centro. As peças ficarão no saguão do espaço entre 10h e 17h. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Coordenadoria de Políticas para Mulheres e a Coordenadoria de Políticas e Programas de Igualdade Racial.

 Em abril de 2014 a Câmara dos Deputados aprovou a proposta do Senado de instituir o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Foi também aprovada a inclusão no calendário comemorativo brasileiro do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, valorizando a data instituída no calendário feminista, no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, que aconteceu em 1992, na República Dominicana.

 Tereza de Benguela é considerada uma grande guerreira mato-grossense e também um símbolo da resistência negra no Brasil colonial. Líder quilombola, Tereza viveu no século XVIII e foi companheira de José Piolho, chefe do Quilombo do Quariterê, nas proximidades da Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso. Após a morte de José Piolho, ela assumiu o comando da comunidade quilombola e lutou pela liberdade.