Exposição sobre Holocausto é aberta no Rio

ode ser encontrado exemplar original do uniforme dos prisioneiros nos campos de concentração Foto: Divulgação / Pref. do Rio
ode ser encontrado exemplar original do uniforme dos prisioneiros nos campos de concentração . Foto: Divulgação / Pref. do Rio

Foi aberta, nesta terça-feira (25/07), no Museu do Amanhã, a exposição “Holocausto – Trevas e Luz”. Resultado de parceria com o Museu do Holocausto de Curitiba, a mostra é mais uma homenagem da Prefeitura do Rio às mais de seis milhões de pessoas – a maioria judia – perseguidas e aniquiladas pelos nazistas, em um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade. Outro exemplo é o Memorial às Vítimas do Holocausto que será construído no Parque Yitzhak Rabin, no Mirante do Pasmado, em Botafogo. A obra teve a pedra fundamental lançada no último dia 14. Também nesta terça-feira foi editado o decreto municipal que cria o Instituto Memorial do Holocausto, vinculado à Secretaria Municipal da Casa Civil.

–  O  massacre de seis milhões de pessoas é uma coisa que precisa ser relembrada. Eu queria convidar meninos e meninas da rede pública, os nossos jovens e as famílias do Rio para que pudessem conhecer o que foi essa tragédia. Nós vivemos no Rio de Janeiro hoje uma violência, mas eu tenho certeza que, assim como a mais abjeta das vilanias foi derrotada pelo mundo, que se reergueu para construir a paz, o Rio também vai reencontrar o caminho da paz – disse o prefeito Marcelo Crivella, que foi conhecer a mostra, nesta terça-feira (25/07).

A exposição ‘Holocausto – Trevas e Luz’, que ficará em cartaz até 15 de outubro, traz imagens da época, reprodução de cenários e até um exemplar original do uniforme usado por um dos prisioneiros nos campos de concentração. No final, desenhos de alunos da rede municipal transmitem mensagens como alerta para a importância da convivência pacífica com o respeito às diferenças.

– A humanidade precisa refletir sobre a importância da cultura da paz. Mas infelizmente não é o que vemos. Sete décadas se passaram e o mundo continua produzindo órfãos. Nesse cenário, esta exposição tem um significado especial: manter viva a memória de um período de trevas da humanidade que não pode se repetir – afirmou a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher.

Para a secretária Municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, a exposição reforça a importância de se combater qualquer forma de intolerância no país.

– Nenhuma história deve ser esquecida. Nenhuma dor silenciada. A exposição faz uma ode, passando pela dor, contra a intolerância, o racismo e a desumanidade. Convido a todos a visitar este trabalho fundamental e, a partir dele, refletir profundamente sobre aquilo que nos toca – resumiu Nilcemar.

Na exposição, o público encontrará peças como o uniforme usado por Hercz Rosenberg em um campo de concentração. Ele veio para o Brasil após a Segunda Guerra. A mostra conta também com obras da premiada artista plástica Fayga Ostrower. Serão ainda exibidos trechos de depoimentos de sobreviventes do Holocausto coletados pela Fundação Shoah, criada pelo cineasta Steven Spielberg.

– Revisitar o fato histórico por meio desta mostra é uma forma de rever o passado e pensar sobre o presente, e assim escolher conscientemente o amanhã que desejamos. Nesse triste período da história prevaleceram as piores características humanas, como o ódio, a intolerância, o racismo e o preconceito. Apesar das mudanças e evoluções entre as relações humanas, continuamos repetindo essas atitudes, inclusive no Brasil. Esperamos que a escuridão do Holocausto sirva como um farol para iluminar o futuro da humanidade – destacou o diretor de Conteúdo do Museu do Amanhã, Alfredo Tolmasquim.

A mostra ‘Holocausto – Trevas e Luz’ é dividida em três módulos, no espaço Galeria do Tempo, do Museu do Amanhã. No primeiro deles, o visitante é convidado a refletir sobre a tragédia por meio de uma cenografia temática, reproduzindo desde a típica câmara de gás dos campos de concentração a fotos de época marcantes e frases de impacto. Em seu segundo módulo, a exposição homenageia os chamados ‘justos entre as nações’, nome dado aos que correram riscos para salvar judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial. O circuito termina com a exibição de trabalhos e redações feitos por alunos de escolas públicas sobre o tema “Museu do Amanhã”, que trata o Holocausto com ações de alerta para que evitar que a tragédia se repita.

A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10h às 18h, com encerramento da bilheteria às 17h. A mostra está incluída no valor do ingresso do museu (inteira a R$ 20,00 e meia-entrada a R$ 10,00).