Fachin desmembra processo sobre suposta organização criminosa envolvendo PMDB da Câmara

Por Victor Ribeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin decidiu desmembrar o processo que investiga uma suposta organização criminosa formada pelo PMDB da Câmara dos Deputados e atos de obstrução da Justiça. Fachin fez isso depois de o plenário da Câmara dos Deputados negar a autorização para o Supremo abrir ação penal contra o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

Com a decisão da Câmara, a denúncia contra Temer e os ministros foi suspensa e só poderá voltar aos tribunais depois que eles saírem dos cargos. Por isso, Edson Fachin separou o processo e encaminhou para a Justiça Federal em Curitiba as investigações sobre a formação de organização criminosa contra o deputado federal cassado Eduardo Cunha e os ex-deputados Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os acusados ofereciam vantagens indevidas a empresas em órgãos públicos, em troca de propina para o financiamento de campanhas eleitorais.

Já para a Justiça Federal no Distrito Federal, Fachin enviou a parte de denúncia pelo crime de obstrução de Justiça que envolve Joesley Batista, Ricardo Saud, Lúcio Funaro, Roberta Funaro, Eduardo Cunha e Rodrigo Rocha Loures. Eles são acusados de participar de um esquema para comprar o silêncio de Funaro, evitando que o operador financeiro fechasse um acordo de delação premiada.

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