Figura decorativa

Mudanças são sempre bem-vindas quando trazem benefícios para todos. Caso contrário, melhor não fazê-las. Modificações ocorridas nos últimos anos no judô mundial estão pouco a pouco desfigurando o esporte, tirando sua essência e ritos tradicionais.

Constantes alterações nas regras sobrecarrega o trabalho dos árbitros e dificulta o entendimento para o grande público, que fica sem entender quem está vencendo a luta e o porquê. A exclusão dos árbitros laterais contribuiu para isso. Alguns dizem que foi uma medida econômica. Caso essa informação seja verdadeira, foi um erro.

Pouco importa o motivo. O que na verdade importa é que apenas um árbitro não melhorou em nada o judô e, além disso, transformou o transformou numa figura decorativa. Ele está conectado por meio de fones e de um sistema de vídeocare sob a supervisão da Comissão da Arbitragem. As novidades nas regras e na arbitragem não trouxeram mais público para os estádios. Dificilmente um campeonato de judô consegue encher um estádio. Lembro que, na década de 60, a Federação Internacional de Judô promoveu um congresso mundial de arbitragem e uma das medidas adotadas foi a valorização dos árbitros laterais.

Uma modificação recente estabelece que dois wazares não valem mais um ippon. O atleta pode aplicar vários wazares e a luta continua. Sinceramente, não vejo lógica nisso. Parece coisa de tecnocrata.