Funcionário da Receita integrava quadrilha de contrabandistas que agia no Tom Jobim

Pelo menos duas pessoas foram presas e um funcionário da Receita Federal afastado de suas funções durante a Operação Canal, promovida nesta terça-feira (07/11) pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Além do servidor federal, o esquema contava com a participação de três funcionários de uma empresa que presta serviços terceirizados no aeroporto.

Segundo a PF, o grupo tinha como função viabilizar o desembarque de pessoas previamente determinadas sem que fossem regularmente fiscalizadas. As investigações da PF apontam que os dois homens presos atuavam na cooptação de pessoas para trazer mercadorias do exterior, além de organizar a facilitação da chegada dos cooptados no Galeão, recebendo e revendendo os bens importados no mercado. Vários tipos de produtos eram contrabandeados pela organização criminosa tais como telefones celulares, relógios, perfumes e videogames.

Dentre as pessoas que trouxeram mercadorias encontra-se um militar do Exército que atuou nas tropas brasileiras que serviram no Haiti. As investigações começaram em janeiro deste ano com a prisão de um funcionário da empresa prestadora de serviços no aeroporto. Outro funcionário da mesma empresa também foi preso pela PF no mês de abril. O analista tributário investigado foi indiciado pelo crime de pertencimento à organização criminosa e facilitação de contrabando ou descaminho e os dois homens presos por contrabando, descaminho e também por pertencimento à organização criminosa.

Deixe uma resposta