Governo brasileiro convida militares dos EUA para exercícios conjuntos com Peru e Colômbia

Mário Augusto Jakobskind - Arte Rafael Sarrasqueiro
O Ministério da Defesa do governo do golpista mor Michel Temer, sabujo dos Estados Unidos, confirmou o convite a militares norte-americanos para participarem de exercícios conjuntos na Amazônia com o Peru e Colômbia, a serem realizados em novembro próximo.
Algo inédito naquela área e deve ser acompanhado e divulgado para os brasileiros conhecerem como age o atual governo chefiado por Temer, que anda falando da necessidade de pacificação entre os brasileiros.
Mas uma pergunta que não quer calar: como pacificar as partes que têm ideias diferentes com um grupo que convida militares do Comando Sul norte-americano para participar de exercícios conjuntos?    
Sem dúvida se trata de uma medida preocupante, pois os exercícios conjuntos, em atividade denominada América Unida, vão durar dez dias e terão como base a cidade brasileira de Tabatinga, fronteiriça com o município colombiano de Letícia e próximo da ilha peruana de Santa Rosa.
Os exercícios militares serão realizados próximos, ao norte, da Venezuela e ao Sul, a um passo do Estado do Acre, muito próximo também da Bolívia, não por acaso dois países cujos governos não rezam pela cartilha estadunidense. Será coincidência?
O golpista mor Michel Temer, além de entregar riquezas petrolíferas do pré-sal através do regime de concessões, depois de revogar o de partilha, quer agradar ainda mais Washington, daí o convite aos militares norte-americanos que se deslocarão do Comando Sul até Tabatinga.
Outra forma de agradar a Washington foi dada por Temer ao receber a mulher do preso político venezuelano, Leopoldo López, que recentemente foi considerado por seus pares como vítima do governo bolivariano e segundo divulgado pela mídia comercial conservadora estava sendo conduzido para um hospital por estar gravemente doente. A doença foi desmentida, embora antes o fato inverídico tenha sido divulgado com toda ênfase pelo grupo Diário das Américas, que reúne vários meios de comunicação comerciais, como, por exemplo, O Globo, O Estado de S. Paulo e no Chile, El Mercurio, apoiador entusiasta da ditadura assassina do general Augusto Pinochet.
Por estas e muitas outras, o noticiário dos jornalões deve ser analisado com o máximo rigor, pois mais do que jornalismo propriamente dito predomina um posicionamento partidário apoiador de oligarquias nos referidos espaços.