Grande prêmio da cultura afro do Rio acontece dia 11

11 iniciativas serão premiadas em sete categorias que vão desde promoção da cultura à mídia e comunicação

Fotos: Tássia di Carvalho

Por Tássia di Carvalho

Em meio a inúmeros casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro, o Prêmio Osé Mimo 2017 vem na contramão do preconceito, reconhecendo os principais agentes que promovam a Cultura afro-brasileira e combatam a discriminação e  racismo. O evento acontecerá no dia 11 de outubro, a partir das 18h, no Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/n). O prêmio será apresentado pelo jornalista e pesquisador Marcelo Reis e pela atriz Bianca Lima, com participação do ator Milton Filho.

A companhia CorpoAfro, coreografada por Eliete Miranda fará apresentação especial ao som da Orquestra de Atabaques, regida por Natanael Souza. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura.

Fotos: Tássia di Carvalho

A Ialorixá Mãe Beata de Iemanjá, falecida no dia 27 de maio deste ano, será exaltada por sua trajetória cultural, política e religiosa. Como o Orixá Xangô é o grande patrono do prêmio, esse ano a companhia de dança Corpafro, através da coreógrafa Eliete Miranda trará nas performances as os orixás femininos conhecidos como Iyabas Iansã, Obá e Oxum, esposas do deus da justiça. A energia feminina regerá todo o tom artístico da premiação, com direção artística de Fábio e Rodrigo França.

Onze organizações da sociedade civil, coletivos ou pessoas físicas serão premiados em sete categorias: Promoção da Cultura; Manutenção do Patrimônio Material e Imaterial; Proteção dos Direitos; Respeito entre as Religiões; Serviço Social e Ações de Sustentabilidade; Mídia e Comunicação; e Combate ao Racismo e Discriminação. Os indicados só saberão o resultado no dia do evento.

O Prêmio Ose Mimo fará uma ligação entre o passado e o futuro. Será uma grande festa em exaltação à ancestralidade africana. O presente e o futuro gratos e reverenciando o passado. Se hoje cultuar alguma religião de matriz africana é um ato de resistência, imagina para aqueles que construíram um grande legado religioso. Não se solidifica uma cultura sem olhar para a história de um povo, de uma nação. Acrescentando com uma grande homenagem ao empoderamento feminino.

 

Sobre o Prêmio Ose Mimo 2017

Organizado pelo coletivo homônimo ao prêmio, Osé Mimọ significa machado sagrado, e foi idealizado por quatro casas de religiões de matriz africana: Ilé Aşé Efón, liderada pelo Babalorişa Elias d’ Iansã; Ilé Aşé Oiyá Iyá Mí, da Iyalorişa Rita d’ Oiyá; Ilé Aşé Oiyá Tolore Osun, da Iyalorişa Neném d’ Iansã; e Ilé Aşé Omin Odara, do Babalorişa Carlinhos d’ Oşaguian. O prêmio e o coletivo buscam contribuir com a preservação da diversidade étnica e cultural do país, através da promoção, reconhecimento e valorização de atores que colaboram para a promoção e salvaguarda da cultura, o respeito entre as religiões, com ações de visibilidade e de manutenção do patrimônio e a proteção dos direitos difusos ou coletivos.

 

Serviço

O Prêmio Osé Mimo 2017 acontecerá no dia 11 de outubro, a partir das 18h, no Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/n, Centro).

 

Mais informações através do e-mail: osemimo@gmail.com ou da fanpage:facebook.com/osemimo.