Manifestantes vão às ruas contra início da nova lei trabalhista

A Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro (CUT) fez um balanço das manifestações registradas em todo o estado contra a lei 13.467/2017, que alterou a CLT. Junto com outras centrais sindicais, a CUT se mostra totalmente contrária à implantação da lei prevista para vigorar a partir deste sábado, 11 de novembro.

A Reforma Trabalhista, aprovada em julho deste ano, retira direitos conquistados pela classe trabalhadora brasileira ao longo de sete décadas, desde 1943, quando ocorreu a primeira edição da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Entre as mudanças criticadas pelas centrais, especialistas, procuradores do trabalho, e os movimentos sociais estão o banco de horas negociado individualmente, as férias parceladas em três vezes, e o chamado trabalho intermitente, no qual os trabalhadores poderão ser contratados por jornada ou hora de serviço.

Nesta sexta-feira pela manhã, foram registradas manifestações nas cidades de Campos, Duque de Caxias, Volta Redonda, Angra dos Reis e Magé. No Rio, houve protestos pela manhã em diversos bairros da cidade. No centro, um grande movimento ocorreu em frente ao Centro Administrativo São Sebastião, sede da prefeitura. Bem cedo, um carro foi incendiado na Ponte Rio-Niterói. No fim da tarde, os manifestantes se concentraram na Candelária, de onde saíram em passeata até a Cinelândia.

Em outros estados, também houve manifestações. Em São Paulo, as manifestações foram realizadas na Avenida Paulista. Elas aconteceram ainda em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Maceió, Fortaleza, Macapá, e em Moju, a 61 quilômetros de Belém.

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