Motivação para a recuperação

Em 2010, a jogadora de vôlei Thaisa recorreu pela primeira vez ao trabalho de Rodrigo Batalha, estrategista em comportamento humano e especialista no controle do medo. A jogadora gostou tanto do resultado que se valeu das orientações do profissional em várias outras oportunidades na carreira.

Thaisa, jogadora de volêi da Seleção Brasileira .

Em 2010, a jogadora de vôlei Thaisa recorreu pela primeira vez ao trabalho de Rodrigo Batalha, estrategista em comportamento humano e especialista no controle do medo. A jogadora gostou tanto do resultado que se valeu das orientações do profissional em várias outras oportunidades na carreira.

Agora, após a cirurgia no joelho esquerdo, realizada há 16 dias, não será diferente. A central bicampeã olímpica quer encontrar a tranquilidade e a confiança para superar esse período de recuperação.

“O Rodrigo trabalha na área da ciência aplicada no comportamento. Li o livro dele, “Desempenho Máximo – Estratégias para Conquistar os Seus Objetivos”, que me ajudou diversas vezes quando estava em algum Grand Prix da vida, em Olimpíadas, e em várias outras situações complicadas na seleção. Agora ele vai entrar em campo de novo”, afirmou Thaisa.

“Não é fácil para uma pessoa ativa ter de passar o dia todo deitada, ou sentada, só andando de muletas, e sem poder tocar a perna operada no chão. É complicado, principalmente, para quem, mesmo nas férias, está sempre malhando. Nunca deixava de malhar um dia sequer. Esta sendo muito difícil esse período. E pensar que ainda tenho mais dois meses e meio nessa situação”, disse Thaisa.

A central explicou que já superou diversos tipos de medo ouvindo as palavras de Batalha. “Ele trabalha com os nossos medos, em como superá-los e também em como nos superar. Me ajudou em momentos de estresse total, de cobranças e de pressão. O medo nem sempre é de enfrentar um time. Muitas vezes é de não conseguir colocar nossos 100% em quadra, de não corresponder às expectativas das pessoas. O Rodrigo me faz sentir mais forte, ser essa muralha de raiva e foco, de mostrar agressividade em quadra e colocar para fora a jogadora sanguínea que sou e que sempre fui, mas que, às vezes, se escondia em momentos de dificuldades”.

Batalha explicou que, a exemplo do que fez em 2010, utilizará vídeos, áudios, material didático e conversas frequentes. O trabalho, segundo ele “é extremamente confortante emocionalmente e um potencializador de resultados”.

“O que a gente vai fazer a partir de agora é começar a conduzir a estrutura de crenças, a reforçar a estrutura de convicções para que o medo se mantenha distante.  Estou vendo com muita alegria tudo isso porque não tenho dúvidas de que ela vai conquistar não só esse espaço, que já é dela na seleção, e voltar em alto nível, mas vai ser um trabalho importante para o momento e para que atinja exatamente aquilo que esperamos. O que vale ressaltar é que o trabalho tem como base a ciência,  e não a psicologia. Quem fez a cirurgia foi a ciência, e é com a ciência que vamos trabalhar o cérebro da Thaisa”, ressaltou Batalha, que trabalhou e estudou com Tony Robbins. nos Estados Unidos.

Robbins, por sua vez, trabalhou com atletas do porte de Michael Jordan, Serena Williams, André Agassi e ainda com presidentes norte-americanos.

Retirada dos primeiros pontos

Em janeiro, atuando pela sua equipe, Eczacibasi, da Turquia, Thaisa sofreu uma lesão na cartilagem, que precisou ser transplantada, e no menisco do joelho esquerdo. A cirurgia foi realizada no último dia 6, pelo ortopedista Luis Eduardo Tirico. Na manhã desta quinta-feira (22/6), o médico das seleções brasileiras de base de vôlei, Tiago Fruges Ferreira, retirou os primeiros pontos.

“Na cirurgia foram feitos quatro cortes no meu joelho, três pequenos e um bem maior. Este último não foi mexido, para poder cicatrizar bem. O doutor Tiago retirou os pontos laterais, no local em que furaram o osso e em que costuraram o menisco. Está tudo super bem e já desinchou bastante. Fiquei muito feliz. Ele me disse que foi feita uma obra de arte no meu joelho e que nunca havia visto nada igual, porque o menisco estava bastante destruído e foi muito bem suturado”, explicou Thaisa, que deve retornar às quadras no fim do ano.