Netanyahu denomina busca corporal em mulheres no muro ocidental como “inaceitável”

Buscas corporais em mulheres na entrada do muro ocidental são “inaceitáveis”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Bibi pediu ao ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, que investigasse as acusações de que pelo menos quatro estudantes rabínicas femininas foram sujeitas a pesquisas corporais enquanto tentavam entrar no Kotel, disse o primeiro-ministro em um comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira. As alunas do Hebrew Union College – Jewish Institute of Religion, incluindo duas americanas, na quarta-feira passada, foram convidadas a levantar suas blusas e saias para a segurança, antes de serem autorizadas a entrar na praça do Muro Ocidental, onde um serviço de oração igualitário estava sendo realizado.

As quatro disseram que foram questionadas e puxadas para uma sala privada. As mulheres estavam entre um grupo de 15 estudantes de educação rabínica, cantorial e judaica da América do Norte e Austrália que se juntaram a cerca d e 200 homens e mulheres em um serviço igualitário realizado, na quarta-feira pela manhã, na praça atrás das seções masculinas e femininas. O serviço igualitário ocorreu após o serviço mensal de Rosh Chodesh do grupo Women of the Wall. Erdan disse a Netanyahu que nenhuma queixa havia sido registrada na polícia, segundo o comunicado. Erdan também disse que, se uma reclamação for arquivada, será “verificada”. Netanyahu e Erdan “concordaram que, se isso realmente aconteceu conforme descrito, é inaceitável e será abordado de acordo com a lei e as instruções do tribunal”, afirmou o comunicado.

O IRAC disse na quarta-feira que apresentará queixas formais sobre as buscas corporais nas alunas. A segurança do Kotel não disse o que eles estavam procurando, de acordo com o Centro de Ação Religiosa de Israel do Movimento da Reforma, ou IRAC. As autoridades do muro, no passado, detiveram mulheres e procuraram pergaminhos da Torá e outros itens religiosos que eles consideram inadequados para as mulheres trazerem para o muro. Em janeiro, o Supremo Tribunal de Justiça de Israel determinou que as mulheres não devam ser submetidas a buscas intensas no corpo ao entrar no Muro das Lamentações.

Fonte: Rua Judaíca- Israel