O eclipse solar total nos EUA

Os Estados Unidos se preparam para observar o eclipse total do sol de uma costa a outra do país. O último fenômeno aconteceu em 1918, há quase 100 anos. Outro eclipse solar total aconteceu sobre uma parte mais limitada do país em 1979. A Lua passará entre o Sol e a Terra e produzirá uma sombra de cerca de 110 km de largura que se deslocará de Oregon, no noroeste do país, até a Carolina do Sul, no outro extremo, atravessando 14 estados em quase duas horas. Os observadores ficarão em plena escuridão no meio do dia, durante mais de dois minutos, e poderão ver as estrelas e planetas no céu, assim como a coroa solar, normalmente invisível.

O eclipse total acontece quando a Lua bloqueia completamente a luz do Sol e será visível ao longo de uma trajetória de 113 km de largura que passará por 14 dos 50 estados do país. O eclipse total será visível somente nos EUA, dando origem ao evento que já foi batizado como “O Grande Eclipse Solar Americano”. A NASA criou um mapa da rota do eclipse mostrando com precisão a trajetória do Sol, que deixa uma grande área dos EUA na penumbra, do Oregon até a Carolina do Sul, e chegará ao seu auge quando passar pelo Missouri e pelo oeste do Kentucky.

As Américas do Norte e do Sul foram contempladas com um dos maiores espetáculos da Terra até 2020, um Eclipse Solar Anular e 3 Eclipses Solares Totais. O eclipse anelar aconteceu no final da manhã do dia 26 de fevereiro de 2017. A sombra cruzou o Oceano Pacífico, passando pelo Chile e Argentina. O Eclipse Solar Total irá cruzar todo os Estados Unidos na tarde do dia 21 de agosto de 2017. Na América do Sul irão acontecer dois Eclipses Solares Totais em um intervalo de um ano, e passando nos mesmos países (Chile, Argentina e Brasil), um fato ainda mais raro. O Eclipse Solar Total de 2 de julho de 2019 irá cruzar o Oceano Pacífico, passando pelo Chile e Argentina no final da tarde. Outro Eclipse Solar Total acontecerá na tarde de 14 de dezembro de 2020. Parte do Brasil poderá observar estes eclipses solares que passarão pela América do Sul de forma parcial.

Dois minutos de transcendência
Experimentando a totalidade – quando a lua obscurece completamente o disco solar por dois minutos ou mais, dependendo da localização – é um deleite muito raro. “As palavras muitas vezes falham ao tentar explicar o caleidoscópio de vistas, sons, sentimentos e emoções que nos consomem durante este outro evento mundano”, diz o cientista emérito da NASA, Fred Espenak, também conhecido como “Mr. Eclipse “. Em uma publicação para a revista EarthSky , Espenak apresentou um trecho de “Total Eclipses of the Sun”, de 1894, escrito por um americano do século XIX, Mabel Loomis Todd.

 

Entre as capitais brasileiras, os melhores lugares para se ver o fenômeno são Macapá, Fortaleza, Belém, São Luís, Boa Vista e Natal, em que os habitantes verão entre 36% e 40% do Sol tampado pela sombra lunar.

Segundo a NASA, para evitar possíveis danos aos olhos, filtros solares especiais devem ser usados ​​para ver o sol em forma de crescente em um eclipse parcial ou anular. Também é inseguro olhar através de um visor de câmera, que concentra os raios solares. O único momento em que é seguro olhar diretamente para o sol é durante a fase de totalidade do eclipse, quando o disco solar está completamente coberto pela lua e tudo o que é visível são os tendões da corona solar.

Fonte de pesquisa NASA, https://www.nasa.gov/