O MITO DA OPRESSÃO

Luciano LIma - Arte Rafael Sarrasqueiro

Esta história já é antiga, antiga demais, tão antiga e tão velha que já se tornou desatualizada e ultrapassada, já não se aplica aos nossos dias e ouso dizer que jamais fez sentido.Estou me referindo ao mito da Opressão, ao mito da luta das classes.

Dia após dia tem-se visto no Brasil que à desculpa do pensamento coletivo mais e mais pessoas defendem que políticas com altas doses de egoísmo sejam praticadas pelo Estado. E a última das vezes que pudemos notar claramente o egoísmo do pensamento popular foi durante a aprovação da Reforma Trabalhista na Câmara.

Muitos saíram às ruas falando que era mais um projeto do Estado, para prejudicar o “trabalhador” em favorecimento dos  “empresários”. Mas calma aí, aonde foi que você aprendeu que empresário não é trabalhador? Quem ensinou uma bobagem destas?

Para quem não sabe o primeiro requisito para ser empresário no Brasil é ausência de medo, é coragem. Sobreviver a milhares de tributos altos, a um Estado onipresente que quer colher cada centavo de cada uma das suas transações não é fácil.

É difícil escapar de um Estado que protege até mesmo os empregados ruins. E que não provê garantia ou incentivo algum ao empreendedor ou empresário que faz um trabalho de excelência.

O empresário é refém do Estado, refém das garantias da CLT, refém das intervenções do Estado nas relações de consumo, refém da livre iniciativa mais restrita do mundo.

Se for pesar o quanto é necessário de trabalho e estudo a um empresário para que ele venha a lucrar minimamente na sua atividade, veremos a realidade que sabemos mas não querermos enxergar. A realidade de que este país vive debaixo de uma ditadura, de um Estado interventor, faccioso, gordo e pesado. A realidade de que o verdadeiro oprimido pelo Estado não é o empresário ou o empregado, mas o trabalhador seja ele empregado ou empresário.

Não precisamos nos dividir em classes, precisamos de uma posição firme de aversão a um Estado que acha que é o nosso dono, dono do nosso dinheiro, dono do nosso trabalho sem dar absolutamente NADA de bom em troca.

3 COMENTÁRIOS

Comments are closed.