Pequenos frigoríficos consolidam poder de compra com Central de Negócios

Enio Albérto Parmeggiani, coordenador regional oeste do Sebrae/SC
Publicado em 22 de Fevereiro de 2017

Lançada há sete meses, a Associação de Agroindústrias Alimentícias de Santa Catarina (ASAASC), proprietária da marca SABORENSE, está com sua base sólida de confiança com o grupo. Desenvolvida com apoio do Sebrae/SC e do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), a Central de Negócios uniu  pequenos frigoríficos do grande oeste catarinense que juntos faturam mais de R$ 50 milhões ao ano.

Presidente do INCS, Wolmir de Souza

O objetivo é centralizar os pedidos de compras dos associados e, com o aumento de volume, garantir melhores preços. Com sede em Concórdia, a estrutura consiste em um Centro de Distribuição onde os produtos adquiridos são faturados diretamente aos associados, sem incremento de valor, o que reduz o custo de frete, pois é utilizado o sistema de transporte das próprias agroindústrias. Atualmente são mais de 20 associados e os negócios ultrapassam a casa dos R$ 150 mil reais ao mês com valores que vão de 5% a 50% de ganho na operação para associados. “Isso é muito expressivo”, destaca o presidente do INCS, Wolmir de Souza.

“Temos o mesmo padrão de produtos e todos usam a mesma linha de produção. Compramos desde tinta para impressora até equipamentos para pneus que vão além da gama específica de frigoríficos. São mais de 50 itens que adquirimos em conjunto”, confirma.

Segundo ele, na última semana foi realizado, juntamente com um consultor do Sebrae/SC, um dia de planejamento estratégico. Além de melhorar o processo de compras iniciou o processo de qualificação do setor para colocar a marca Saborense efetivamente no mercado. “Criamos um manual técnico com orientações para que sejam cumpridas pelas empresas que queiram produzir a marca. Nosso objetivo é que no final do segundo semestre começamos a colher frutos deste trabalho. Estamos iniciando no mercado regional, mas já temos negociações em andamento para colocar a marca fora de Santa Catarina”, realça Souza.

A rede é formada por frigoríficos que abatem suínos, bovinos e ovinos, mas o foco, segundo o estatuto, é trabalhar com agroindústrias que processam produtos de origem animal, ampliando para leite, aves e outros. Com a central, o consumidor terá acesso a pequenas marcas, porém com o mesmo grau de responsabilidade técnica e econômica, de bem-estar animal e segurança alimentar existentes nas grandes indústrias. A central foi criada oficialmente em julho do ano passado, mas é resultado de 18 meses de trabalho e estudos para padronização dos produtos e processos e de uma campanha de marketing.

O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, enfatiza que a metodologia da Central de Negócios é pioneira no País na área de suínos e que permite melhorar o poder de compra dos frigoríficos, disseminar melhores práticas,  compartilhar recursos de infraestrutura e combinar competências, elevando seu grau de sustentação e de competitividade.