Pezão afirma que compromisso agora é regularizar pagamento dos servidores

O governador Luiz Fernando Pezão reiterou, nesta quinta-feira (29/6), que a prioridade do governo do estado é regularizar o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas. Em entrevista após a assinatura de renovação do convênio da Operação Centro Presente – parceria com a Prefeitura do Rio e Sistema Fecomércio RJ – , o governador pediu desculpas aos servidores pelos problemas que têm sido provocados pela crise financeira do Estado.

– Meu maior compromisso, até o fim do mandato, é com o funcionalismo público. Quero pedir desculpas por tudo o que o funcionalismo tem passado com os atrasos de salários, meu compromisso é colocar todos os salários em dia – afirmou.

Pezão disse ainda que, com a finalização do processo de votação na Assembleia Legislativa, os pagamentos dos salários deverão estar regularizados em cerca de dois meses.

– É um momento de dificuldade, mas, terminando esse processo na Alerj, acredito que em 60 dias possamos colocar todos os salários em dia. Eu ontem recebi os mesmos R$ 250 do mês de abril que os funcionários receberam, mas o acordo vai possibilitar que a gente coloque os salários em dia. Trabalho 17, 18 horas por dia, para encontrar soluções para que o funcionalismo público e a população do estado não passem por isso que estamos passando – destacou o governador.

Ainda de acordo com Pezão, o texto final do projeto relativo ao teto de gastos do Estado, incluindo os Poderes, que deverá ser votado até amanhã na Alerj, está de acordo com o previsto no ajuste fiscal. O governador sublinhou que todas as contrapartidas exigidas pelo governo federal para a homologação da adesão do Estado do Rio ao Regime de Recuperação Fiscal estão sendo cumpridas.

– Tudo o que o governo federal pediu no acordo nós fizemos e fomos até além. Elevamos a alíquota previdenciária e aumentamos a contribuição patronal de 21% para 28%. No ano que vem, isso vai trazer mais R$ 2 bilhões para o Rioprevidência. É um acordo que mostra nossa capacidade de diálogo, de conversa, no Congresso Nacional e na Assembleia – destacou.

O governador também comentou a operação Calabar, da Secretaria de Segurança.

– É lamentável, triste, mas nunca compactuamos com erro de nenhum funcionário. Essa operação está sendo feita há sete meses e toda a área de segurança está envolvida para cortar na própria carne – disse.