Protesto pelo fim da violência contra PMs e por Justiça reúne centenas de pessoas em Copacabana

Os manifestantes levaram faixas como a que registra o número de PMs mortos A manifestação ocupou uma das pistas de rolamento de Copacabana Fotos: Cláudia Freitas

Por Claúdia Freitas

Familiares de PMs fizeram uma caminhada na manhã dessa quarta feira (15/11) na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de janeiro. Promovido pelo movimento Esposas e Familiares Somos Todos Sangue Azul, o ato que reuniu quase de 200 pessoas foi para reivindicar justiça e o fim da violência contra os policiais. O estado registra até o momento 119 mortes de policiais.

“O meu filho foi o vigésimo oitavo. Antes dele morrer, ele previu que isso ia acontecer, porque eles estavam abandonados e correndo riscos na UPP do Jacarezinho. Este projeto de UPP é falido, não dá segurança para os policiais”, disse o micro empreendedor Sérgio Galvão, pai do PM Michel Galvão, assassinado no ano de 2015.

A técnica de enfermagem Rogéria Quaresma, de 37 anos, destacou que janeiro foi o mês mais crítico para os agentes da segurança pública, quando 19 policiais foram assassinados no Rio. “O governo não está fazendo nada pela categoria. Quando é um cívil eles tomam providência, fazem batidas. Esta situação atingem também a sociedade e todos precisam se atentar a isso”, frisou.

Segundo Quaresma, o movimento contabilizou cerca de 200 filhos menores de PMs que ficaram órfãos,  somente neste ano. Além da questão da violência, os manifestantes protestaram contra o sucateamento da corporação e o atraso nos pagamentos dos salários e benefícios. “O décimo terceiro de 2016 só saiu no papel. Os familiares de policiais estão passando fome”, reclamou um PM que pediu para não ser identificado na matéria.

Segundo relato de moradores de comunidades, que pediram para não serem identificados, alguns bandidos vem se mostrando orgulhosos por seu envolvimento na morte de policiais. Um desses moradores revelou que integrantes desses grupos, após cometerem o crime, mandam tatuar um palhaço no corpo e se exibem pelos morros como forma de demonstrar a “façanha”.

Os manifestantes levaram faixas como a que registra o número de PMs mortos
A manifestação ocupou uma das pistas de rolamento de Copacabana
Fotos: Cláudia Freitas

Edição: Wagner Sales