PT deverá ter candidato próprio no Estado do RJ

De Solidario, por Wagner Sales

Publicado em 12 de Dezembro de 2016

O PT caminha para lançar candidato próprio ao governo do Estado do Rio nas próximas eleições, em 2018. Foi o que ficou claro nas declarações do presidente do partido, Washington Quaquá, ao falar dos problemas da legenda e de sua posição diante da grave crise que o governo do peemedebista Luiz Fernando Pezão atravessa. Outra questão já está definida: o partido é oposição à atual administração estadual, encabeçada pelo PMDB.

Apesar de ter feito apenas um prefeito nas últimas eleições municipais, em Maricá, Quaquá acredita que o partido vai se reorganizar e apresentar um candidato que considera imbatível nas próximas eleições presidencial: o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ele acredita que Lula vai conseguir unir a esquerda e enfrentar o suposto avanço do fascismo no País.

Ao participar da reunião do diretório regional, no centro do Rio, no dia 27 último, Quaquá disse que não está preocupado sobre quem poderia representar o partido nesta disputa, muito menos apresentar o seu nome:

– O partido não traiu as bandeiras do povo brasileiro, pelo contrário, foi tirado do poder porque melhorou a vida dos pobres, acabou com a farra das casas grandes e das classes privilegiadas, que tinham até quatro empregadas domésticas sem pagar nenhum direito trabalhista. O PT deu dignidade ao povo. Esse fato mais cedo ou mais tarde vai se estabelecer sobre essa propaganda que a burguesia faz contra o PT. Ele vai se organizar não só para eleger o Lula novamente para presidente, mas vai ser um partido cada vez mais presente nas periferias, nas comunidades, favelas, escolas, universidades – afirmou

Quaquá.

A sucessão do governo Pezão já está bem clara na direção do partido, pelo menos no nível do discurso. Segundo Quaquá, o objetivo da legenda é organizar uma frente de esquerda seja com a candidatura do PT ou de algum aliado que sustente a campanha de Lula em 2018. Ele não acredita na repetição do desempenho do partido nas últimas eleições municipais e acentuou: “com Lula, o buraco mais embaixo”.

Durante a reunião foi decidido o lançamento de uma campanha intitulada “A culpa é do Lula”, lembrando uma série de medidas tomadas pelo governo petista em benefício das camadas populares do País. Junto com a campanha, será estimulada a filiação ao partido e a organização partidária através de núcleos. Na reunião, também ficou decidido que a bancada na Assembleia Legislativa vai votar contra a extinção das Secretarias de Cultura e de Assistência Social do Estado, que estão ameaçadas dentro do pacote de medidas lançadas pelo governador Luiz Fernando Pezão.