Reportagem de jornal colombiano mostra experiência socialista de ex-guerrilheiros

A imprensa colombiana deu destaque para informação segundo a qual há dois meses, no sul de Caquetá nasceu o primeiro povoado de ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC). Pela reportagem de Javier Forero e Amgie Quiñones, editada no jornal El Tiempo, no lugarejo mencionado se assentaram 200 ex-combatentes e lá construíram suas casas e em seguida criaram uma economia em que os recursos são divididos igualmente na comunidade. Na verdade se trata de um pequeno povoado socialista administrado e habitado por ex-guerrilheiros depois da assinatura do acordo de paz entre o governo e as FARC.

Mário Augusto Jakobskind - Arte Rafael Sarrasqueiro

A imprensa colombiana deu destaque para informação segundo a qual há dois meses, no sul de Caquetá nasceu o primeiro povoado de ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC). Pela reportagem de Javier Forero e Amgie Quiñones, editada no jornal El Tiempo, no lugarejo mencionado se assentaram 200 ex-combatentes e lá construíram suas casas e em seguida criaram uma economia em que os recursos são divididos igualmente na comunidade. Na verdade se trata de um pequeno povoado socialista administrado e habitado por ex-guerrilheiros depois da assinatura do acordo de paz entre o governo e as FARC.

Tudo é trabalhado por e para os habitantes da agora chamada zona Héctor Ramírez, nome que recebeu o referido povoado em homenagem a um líder guerrilheiro do setor sul das Farc.

Vale assinalar que o local tem cerca de 60 casas erguidas sobre bases de concreto, onde vivem entre quatro e cinco pessoas. A habitação, segundo a reportagem, é limpa e bem melhor do que algumas erguidas nos centros urbanos da Colômbia, onde casas são construídas entre dejetos.

As casas têm energia elétrica e algumas delas possuem até antes de televisão da Directv. Cada ex-guerrilheiro trabalha desde cedo em algum dos projetos coletivos por eles criados.

O povoado conta, entre outras coisas, com uma padaria, um restaurante, um campo de futebol  e uma biblioteca. Em oito hectares se cultivam vários produtos.  

Os projetos foram construídos com a ajuda inicial do governo de dois milhões de pesos para dar início ao processo de reincorporação dos ex-combatentes.

Os problemas da comunidade são resolvidos por uma assembléia. “Aqui se trabalha de forma coletiva, cada pessoa tem uma tarefa e colocamos alguns responsáveis para atender os projetos produtivos.Na assembleia se aprova quem vai cuidar da padaria, do restaurante, bem como dos lucros produzidos para  o coletivo, como forma de solucionar as necessidades prioritárias, explica Ximena Narveáez, delegada do Conselho Territorial de Reincorporação

Todas as segundas-feiras, a assembléia re reúne e define as atividades a serem realizadas durante a semana, desde atos culturais, a adequação de espaços comuns e a recepção de estudantes que visitam o local, já que os ex-combatentes transformaram o povoado em um local turístico onde transitam grupos de pessoas interessadas em conhecer o processo de reincorporação.

Os visitantes lá almoçam pagando 7 mil pesos por um prato de produtos, desde pães a bebidas feitos por eles. E as visitas têm tido grande êxito.

Cada ex-guerrilheiro recebe mensalmente a quantia de 620 mil pesos com a ajuda do governo, valor este reinvestido na comunidade, pois lá mesmo compram os alimentos e os produtos de limpeza necessários às suas sobrevivências,segundo revelou na reportagem uma das líderes  encarregadas de agendar as atividades na comunidade.

Na longa reportagem feita pelos dois jornalistas são apresentadas também outros aspectos que caracterizam a experiência levada adiante pelos ex-guerrilheiros e que tem como marco o modo de produção socialista.

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