Rio de Janeiro tem dia de protesto de trabalhadores na Greve por Direitos

No Rio de Janeiro, os protestos organizados por movimentos populares e centrais sindicais se espalharam pela capital, região metropolitana e interior do estado. As manifestações começaram cedo na capital. Por volta das 6h30 da manhã, a Linha Vermelha foi bloqueada na altura do campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Avenida Brasil, um dos acessos principal da cidade, também foi interditada na altura da Penha, na Zona Norte.

Ainda na parte da manhã, professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) fizeram manifestação em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, enquanto profissionais da saúde protestaram em frente ao Hospital dos Servidores do Estado. No centro da cidade, agências bancárias não funcionaram, além de cinco centros administrativos de bancos, segundo o Sindicato dos Bancários do Município do Rio.

Na região metropolitana, a ponte Rio-Niterói também foi barrada, por volta das 7h da manhã. Ao mesmo tempo, no centro de Niterói, manifestantes saíram da Estação Arariboia e caminharam em direção ao Mergulhão. O funcionamento das barcas teve algumas viagens interrompidas por conta dos protestos na parte da manhã.

Em Campos dos Goytacazes, no norte do estado, manifestantes fecharam a BR-252, próximo a entrada do assentamento Luís Maranhão. O protesto começou por volta das 5h da manhã e terminou às 8h30. Em Macaé aconteceu o fechamento da Ponte da Barra. Logo depois, os manifestantes seguiram em caminhada até a prefeitura da cidade. A adesão ao movimento foi intensa, segundo informações do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense. Aconteceram manifestações também em Duque de Caxias, Petrópolis, Nova Friburgo e Nova Iguaçu.

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Greve Geral 30-06-2017 - Foto : Fábio Gonçalves
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Ato na Candelária e Passeata

No final da tarde, manifestantes se concentraram em frente à Candelária, no Centro do Rio, de onde saíram em passeata. O protesto seguiu pacífico por mais de uma hora. Quando a dispersão já havia sido iniciada, os manifestantes foram atacados com bombas pela Polícia Militar.

Fonte: Brasil de Fato / Complemento: CUT