Secretarias de saúde devem intensificar vacinação de adolescentes

A Secretaria de Saúde orientou as 92 prefeituras que iniciem uma estratégia de intensificação da vacinação de adolescentes nos meses de junho e julho, principalmente no que se refere à vacina contra o vírus HPV, como é conhecido o Papilomavírus Humano, e a vacina antimeningocócica C. A campanha de atualização do esquema vai até o dia 21 de julho. No sábado, 1º de julho será o Dia D da ação, quando todos os postos de saúde do estado estarão abertos das 8h às 17h, para a aplicação de seis diferentes tipos de vacina, todas voltadas ao público adolescente.

Secretarias de saúde devem intensificar vacinação de adolescentes

O objetivo da campanha é oferecer ao jovem a chance de se proteger contra várias doenças, e eles deverão levar a caderneta de vacinação ao posto ou clínica da família, para ser analisada pelos profissionais de saúde. A análise da caderneta de vacinação é importante porque o calendário do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde sofreu modificações este ano, com a inclusão das vacinas HPV Quadrivalente para meninos de 11 a 14 anos e da vacina Meningocócica C para adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 12 e 13 anos.

Vírus

A imunização contra o HPV pode ajudar na prevenção ao câncer. Entre os anos de 2016 e 2017, mais de 16 mil novos casos de câncer de colo de útero devem ser registrados no Brasil e, na maioria deles, a principal causa será o HPV. O vírus pode provocar também casos de câncer de pênis, ânus e garganta. Dados do Ministério da Saúde mostram que no ano passado, apenas 37,8% das doses de vacina contra o HPV distribuída aos estados foi aplicada. No Rio de Janeiro, o índice é ligeiramente maior que a média nacional: 38,11%.

Tanto para meninos quanto para meninas, o esquema vacinal prevê a aplicação de duas doses, com um intervalo mínimo de seis meses e máximo de 12 meses entre a primeira e a segunda doses. Para as meninas, a faixa etária vai dos 9 aos 14 anos, enquanto que para os meninos, a faixa é de 11 a 14 anos.

– O Brasil foi o primeiro país da América Latina a incluir a vacina de meninos contra o HPV em seu calendário de imunização. Apesar deste fato pioneiro, ainda se observa muita resistência ao assunto. É preciso que a nossa sociedade compreenda a importância da antecipação: a faixa etária indicada para que a proteção seja mais eficiente é entre 9 e 13 anos, quando se verifica o pico de anticorpos entre meninos e meninas – explicou o secretário de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, disse que a vacina contra o HPV é segura.  “Não se trata de uma vacina produzida a partir do vírus, como ocorre com outros tipos de imunizantes, mas sim com uma proteína que “imita” o vírus, ou seja, age como tal sem levar seu DNA”, ressaltou Chieppe.

Também estarão disponíveis nos postos do Estado do Rio as vacinas contra febre amarela, dupla adulto (contra difteria e tétano), Hepatite B e a tríplice viral SCR, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola.

 

Fonte: Ascom/ Gov. Rj