Thomas Jefferson e sua libido

Thomas Jefferson e sua libido - Ilustração André BarrosoO povo sempre é fascinado pelas curiosidades que envolvem celebridades. Das mais inocentes as mais picantes, tudo é motivo para aquele início de papo com os amigos ou como trunfo naquela conversa que não desenvolve. É impossível guardar um segredo qualquer, principalmente nos dias de hoje. Está comprovado que na nossa atual sociedade tecnológica,  nada escapa dos olhares de câmeras das mais variadas lentes e pixels. Tirando as filmagens de Óvnis que sempre tem a pior gravação, todo restante está bem documentado. Sabe-se tudo a respeito dos famosos. Chega-se ao ponto de saber qual calcinha a modelo escolheu para o vestido de gala. As próprias redes de espionagem estrangeira têm papéis invertidos, passaram de espiãs a espionadas por hackers.

Agora, um personagem que sempre tem holofotes de grandes proporções, são os presidentes de países. Floriano Peixoto, era bastante severo, chegando até transferir o carnaval de fevereiro para junho de 1892. Rodrigues Alves era dorminhoco, Juscelino Kubitschek gostava de tirar os sapatos em reuniões e Itamar não usava terno marrom; não viajava em janela de avião e não usava meias ou sapatos pretos durante os vôos para qualquer parte. Mas talvez a vida sexual dos presidentes seja a mais lembrada como nos casos de Bill Clinton (Com o famoso caso com Monica Lewinsky) e Kennedy e seus amores (de acordo com Richard Thomas Condon – no livro Winter Kills -, onde acompanhou tudo de perto, entre eles a linda Marlyn Monroe). Mas poucos acompanharam a vida sexual de Thomas Jefferson, terceiro presidente americano e um dos fundadores da nação. O próprio Kennnedy, o rei das amantes, idolatrava o iluminista. Teria declarado com paixão, quando recebeu quase 50 prêmios Nobel na Casa Branca:  "acredito que esta é a mais extraordinária reunião de talento e conhecimento humano que já foi reunida na Casa Branca – com a possível exceção de quando Thomas Jefferson jantava aqui sozinho." Larry Flynt, teria afirmado que não soltou os escravos de suas condições, por ter preferencias eróticas por eles. Inclusive, sua amante mais conhecida era Sally Hemings, sua escrava, onde teria tido não um filho com ela, mas sete.

Thomas era chamado de degustador sexual e se tivesse a chance de viajar pelo mundo, com certeza iria passando a régua por onde passasse. Não sobraria ucraniana, ganesa ou Vladsvostokense.

Uma história que dizem atribuída a ele, faço aqui um pequeno desenvolvimento para mostrar como aconteceu. Jefferson estava com uma amante, na residência dela, quando subitamente chega o marido. Flagrado pelo companheiro traído, Jefferson, descolado e já acostumado com a situação, não se perturbou e já jogou na lata:

– Calma meu filho! É uma questão de segurança nacional! – Bradou Jefferson – preciso estar 24hs do dia com alguém perto de mim!

– Perto demais, não é Senhor Presidente!

– Sempre vou a fundo nas minhas determinações!

– Mas senhor presidente, o senhor tem uma segurança particular enorme, mais a Agencia de inteligência e a polícia municipal! …

– Não se iluda! Napoleão sofreu várias tentativas de assassinato e ele tinha alguns sósias para despistar. E George Washington? Sofreu nas mãos médicas e morreu lentamente!

– O Senhor precisa que eu chame a segurança neste momento?

– Não é preciso meu filho! Inclusive estou engatado neste momento, não podendo me desvencilhar para qualquer ação externa!

– Precisa de algum conselheiro?

– Não. Na verdade, preciso de um Tabelião.

– Está sentindo inseguro?

– Não. Preciso registrar uma posição sexual nova. Não consegui encontrar essa no Tantra. Devo chamar talvez de posição Jeffersoniam!

– Senhor! Isso me ofende tremendamente!

– Como assim? Sabe com quem está falando? Sou o presidente dos Estados Unidos! Você tem que ficar ofendido é com as altas taxas das mercadorias no comércio, com as atividades sísmicas e as delações premiadas! Isso sim!

– Desculpe senhor! Nisso você tem razão. Mas não vai se safar por comer a minha esposa! Exijo retratação!

– Veja bem, não me furto de um caso mal resolvido. Mas creio que não exista um, pois veja o sorriso de ponta a ponta de sua companheira. Fiz um bem neste local, com a chancela presidencial!

– Tenho que limpar minha honra!

– Você sabe onde moro! Não vou fugir. Moro naquela casa branca ali! Se quiser ajuda de meus escravos, fique à vontade. Você merece por botar mais uma garota na minha contagem oficial.

Todos lembrarão deste momento daqui a várias gerações! De como Jefferson estava sempre de bom humor com seus eleitores! Deu até vontade de criar uma Universidade…

De qualquer maneira, Jefferson precisou da ajuda de sua segurança particular para escolta-lo do quarto da amante até a residência oficial. Um escândalo na época, mas contado com o fato que a população esquece os fatos muito rapidamente e tudo passou de um fato, para uma história e logo depois para um folclore. E com o passar dos anos, tudo virou história obscura e seus atos mais importantes foram marcados para as futuras gerações.

O fato de ter tido uma vida sexual muito ativa, sempre beneficiando suas taras e desejos ocultos, talvez explique sua morte, que mesmo adiantada, teria sido cercada de controvérsias entre alguns estudiosos que apontam que Jefferson e John Adams (Também ex-presidente e amigo), que morreram na mesma data, tenham tido juntos sua última experiência erótica e morreram de mãos dadas. Dizem as más línguas. Principalmente as purpurinadas.